segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dilúvio

Pouco mais de 1600 anos após sua criação, o ser humano se afastou tanto dos projetos de Deus, seu Criador, e deu tanto lugar ao pecado que a ira divina foi derramada sobre a Terra de forma nunca mais vista ou experimentada. Essa explosão da ira de Deus, manifestada através do dilúvio, não atingiu apenas a humanidade, mas causou transformações irreversíveis sobre todo o nosso planeta. Essa grande catástrofe universal foi considerada de tamanha importância pelo escritor do livro de Gênesis que lhe dedicou mais espaço do que para o relato da criação.Resumidamente, a Bíblia nos diz o seguinte sobre o período do dilúvio:
• A humanidade havia-se corrompido em extremo, e foi-lhe dado um prazo de 120 anos para arrependimento (6.3-7);
• Noé entrou na arca 7 dias antes de começar a chover (7.4,10);
• Choveu sobre a Terra durante 40 dias (7.12);
• Os seres vivos que foram preservados ficaram na arca durante 1 ano e 10 dias (5 meses flutuando e 7 meses na montanha) (7.11; 8.14).
Você é Descendente de um Destes.

Na visão bíblica todas as etnias da Terra descendem dos três filhos de Noé:
SEM, CAM e JAFÉ


– JAFÉ: Gn 10:2: Gomer, Magogue, Tubal, Meseque.
*Território de Jafé: Estes ocuparam um território mais ao norte, que, mais tarde, se tornou conhecido como União Soviética. Gn 10:30.
*A Rússia já se candidatou a posição de regente do mundo. Obviamente ficou um foco desta ambição, que será usada para os atrair ao Armagedom.
No texto a seguir, Ezequiel fala de Ros, Mezeque e Tubal, componentes do bolo dos descendentes de Jafé. Eles fazem parte do conglomerado de nações que disputara a supremacia sobre as Terras de Sinar e do resto do mundo, algo que foi prometido a Israel.
Ez 38:4: Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada (Leia os outros versos).


– CAM: Gn 10:6: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.
*O território de Cam: Formado a partir de Babel ou Babilônia, o atual Iraque. Ninrode ficou conhecido como um caçador de poder e não de animais, e liderou este processo de colonização. Ninrode chegou a ser escolhido como um tipo do anti cristo, que também será um caçador de poder.
*Gêneses 10:9-11: O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Daquela terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir e Calá. A Terra de Sinar, de designação incerta, parece um termo genérico para Canaã e Babilônia.
*Cuxe, um dos filhos de Cam, se aproximou da África, que fica ao Sul de Israel e faz fronteira com o Egito. Acreditam os especialistas que foi ele o responsável pela colonização do continente africano:
Gn 10:19. E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.
O motivo da maldição de Cam, foi a sua vontade de ver a nudez de seu pai, algo que ainda não fora proibido por Moises, o qual nem existia, na época. Há quem defenda a tese de ser ele o primeiro homo afetivo, ato, que segundo a lei Mosaica recebe pena de morte. Lv 20:13: “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”. A pena de morte é defendida
por Moises em vários textos.
Atribuir a cor da pele como o sinal desta maldição é um chute teológico.


– SEM:
Gn 10:22. Os filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. Do nome de Sem, veio o termo Semita, que designa mais especificamente o sangue judeu.
*Salomão, Rei de Israel, teve um caso com a Rainha da Etiópia, provavelmente uma negra. Se ele cresse que havia alguma maldição na cor da pele, não se aproximaria tanto dela.
Sabemos hoje, que há inúmeros judeus na Etiópia, de pele escura, que para lá migraram depois da última dispersão dos judeus.
*O Território de Sem: Gn 10:30. E habitaram desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente. Esta passagem bíblica da aos judeus uma região mais ampla do que aquela que ocupam agora.
Sem é considerado o pai de todos os filhos de Héber, seu bisneto (v.25): os israelitas são descendentes de Héber, por isso chamados hebreus (Gn 14:13). Os árabes possuem uma descendência judaica, mas não como descendentes de Sem, pois, como filhos de Abraão com a escrava e não com a esposa.
Este mapa mostra como alguns dos escritores mais recomendáveis expõem a ação colonizadora dos filhos de Noé. Eles se espalharam pelo mundo e formaram as diversas etnias existentes em nosso planeta
Argumentos em Prol de um Dilúvio Parcial
a. Embora a linguagem de Gênesis 6—9 seja universal, só o é para aquela parte do mundo que Noé observou na ocasião. Ele não fazia idéia da verdadeira extensão da terra. O trecho de Colossenses 1:6 também diz como o evangelho se espalhara pelo mundo inteiro, embora seja óbvio que isso indique o mundo que Paulo conhecia, e não toda a superfície do globo. Havia muitos outros povos, nos dias de Paulo, que ele jamais visitou.
b. A universalidade das histórias do dilúvio demonstra que estamos tratando com um gigantesco cataclismo terrestre, com dilúvios que ocorreram por toda a parte, como resultado desse cataclismo, mas não que as águas cobriram absolutamente toda a superfície terrestre. Quando os pólos magnéticos se alteram, há inundações generalizadas, mas nem todas as terras emersas são cobertas. A história do dilúvio na China mostra que os chineses tinham conhecimento do dilúvio, e que sofreram com o mesmo, mas a história chinesa também mostra que uma larga porção da superfície da terra permaneceu intocada.
c. Há depósitos aluvionais do dilúvio por toda parte; mas muitos desses depósitos refletem apenas dilúvios locais, não podendo ser usados como evidências em prol de um dilúvio universal.
d. A destruição dos mamutes e outros animais, no Ártico, deu-se por congelamento, e não por afogamento. Alguns têm sido recuperados em condições quase perfeitas, sem putrefação. Isso jamais poderia ter acontecido se eles tivessem morrido por afogamento. Ademais, essa destruição parece estar relacionada a algum cataclismo anterior ao dilúvio de Noé, pelo que não serve para propósitos de ilustração.
e. A diminuição do número de espécies animais seria um resultado natural de qualquer grande cataclismo, resultante de um dilúvio universal ou apenas parcial, pelo que esse argumento nada prova.
f. A quantidade de água. Fatal à teoria do dilúvio universal é a observação de que a quantidade de água necessária para cobrir a face da terra até encobrir o monte Everest, o mais alto monte do planeta, teria de ser seis vezes maior do que atualmente existe na terra. Teria sido impossível haver chuvas assim abundantes, dentro do tempo determinado em Gênesis 7:12, quarenta dias e quarenta noites, incluindo os depósitos naturais de água na terra, para que isso pudesse suceder. Além disso, como tanta água teria se evaporado? Só se essa água estivesse perdida no espaço, o que sabemos que jamais acontece. Verdadeiramente, para que esse efeito fosse conseguido, teria de ter chovido durante vários anos, com água vinda do espaço exterior. Isso posto, teríamos de supor, em primeiro lugar, um suprimento sobre natural de água e e lugar, uma retirada sobrenatural de água, da face do planeta.
g. O problema do abrigo. O autor da narrativa bíblica parece que não fazia idéia do vasto número de animais existentes no mundo. Há incontáveis milhares de variedades de vermes e insetos. Haveria mos de supor que Noé tomou somente um par ou sete pares de cada espécie, e que, desde o dilúvio, todas as outras espécies desenvolveram-se? O número de espécies só de vermes e insetos deve ser 500.000, embora somente doze mil espécies tenham sido classificadas. Só de aranhas há cerca de trinta mil espécies. Teria Noé abrigado somente um par de aranhas, do qual se desenvolveram todas as espécies de aracnídeos que atualmente existem? Há cerca de três mil espécies de sapos, seis mil espécies de répteis, dez mil espécies de aves, cinco mil espécies de mamíferos. Somente um pequeno número representativo, de todos esses seres vivos, reside na área da Mesopotâmia. Os animais levados para a arca, por Noé, teriam sido os dessa área.
h. O problema do recolhimento. — Teria havido um ato sobrenatural de imensas proporções para recolher um ou sete pares de cada espécie animal no mundo, a fim de deixá-los convenientemente aos pés de Noé e seus familiares. No entanto, no relato de Gênesis não há qualquer indicação da necessidade de alguma intervenção divina nessa tarefa. O autor sagrado simplesmente não toma consciência do problema que estaria envolvido em um dilúvio de proporções universais, e nem mesmo alude a esse problema, porquanto o mundo que ele conhecia era uma minúscula fração do mundo inteiro. Não há a menor indicação de que foi preciso o Senhor realizar uma série de milagres a fim de concretizar o que ocorreu por ocasião do dilúvio de Noé.
i. Formas de vida marinha. Há espécies de vida marinha como as que vivem imóveis, nos corais, ou as
que vivem no fundo de águas rasas, que requerem uma camada rasa de água para sobreviver. A pressão produzida pelo aumento das águas e a diminuição da salinidade, teriam destruído totalmente essas formas de vida marinha; e, no entanto, elas continuam a sobreviver, a despeito das supostas águas universais que atingiram os mais elevados picos do planeta.
j. O fenômeno da mudança de pólos magnéticos. Acima apresentamos certos argumentos que dão apoio à teoria de vastas destruições mediante mudanças periódicas dos pólos. Tais mudanças, naturalmente, produziriam gigantescas inundações. A própria natureza dessas mudanças de pólos prova a teoria de um dilúvio parcial. Quando isso ocorre, afundam continentes ou partes de continentes, ao passo que outras terras imersas aparecem. As águas dos oceanos são redistribuídas, mas as terras emersas nunca são completamente inundadas. Isso é assim porque é impossível que todos os continentes submergirem ao mesmo tempo, deixando os oceanos cobrindo toda a superfície do planeta. Para que isso pudesse acontecer, a terra teria de ser tremendamente condensada, e não existe força conhecida, concebida pela ciência, que possa forçar tal ocorrência.




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