sábado, 29 de julho de 2017

Lição 06 : Profetas Menores - Miquéias


Autor: Miquéias
Data: 740 a 725 a.C
Escreveu para: Reino Sul e Reino Norte (pré-exílio)
Contemporâneos: Isaías

“Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar”. (Miquéias 7:18,19)

1 – Introdução:
.
Miquéias usa uma linguagem viva e dinâmica, tornando-se um dos grandes defensores da justiça. Preocupa-se com a situação daqueles que, espoliados dos seus bens, se convertem em presa fácil na mão dos poderosos (proprietários de terras, as autoridades civis e militares, os sacerdotes e os falsos profetas), os que se baseiam no automatismo das promessas divinas, os que pensam estar seguros, invocando as grandes tradições de Israel. Do outro lado temos o povo, vítima dos desmandos dos poderosos: os que não têm terras nem casas, os órfãos e todos os oprimidos.
Deus não pôde ficar impassível. Por isso, Miquéias anuncia o castigo a Jerusalém e à Samaria, principais focos das injustiças e arbitrariedades e da duplicidade de interpretações das tradições antigas.
Mas o profeta reconhece também a validade das promessas; por isso proclama a esperança num futuro de justiça para o resto de Jacó, pelo caminho da humildade e da conversão. Não se limita, pois, a denunciar e a anunciar o castigo, mas também promete a conversão e a salvação.

2 – Quem foi Miquéias:

Miquéias viveu na mesma época do profeta Isaías, apesar das classes serem totalmente opostas. É mencionado em (Jeremias 26: 18-19) acerca da destruição de Jerusalém cem anos depois, e também no N.T foi citado pelos magos e por Jesus (Mateus, 2: 5-6 e 10:35-36). Esta citação aponta para o prestígio que Miquéias ainda tinha como profeta do Senhor e o cuidado dos hebreus na preservação destes registros. A mensagem de Miquéias, em suas particularidades, pode ser comparada à de Amós.
A introdução do livro deixa claro que o período que Miquéias registrou suas profecias foi de aproximadamente quarenta anos na segunda metade do século VIII a.C, antes de 722 a.C. quando Samaria (Reino do Norte) foi aniquilada pela Assíria.
Tanto Miquéias quanto Isaías sabiam do destino de Judá em virtude de sua injustiça, opressão e idolatria; e, embora tenham tratado sobre a acusação e julgamento de Deus escreveu acerca da esperança de restauração para o povo da Aliança.
O nome Miquéias vem, provavelmente, de uma palavra que tem o significado de: “Quem é semelhante a Jeová? Sua genealogia não é citada. Era camponês de uma pequena vila chamada Moresete, a 40km de Belém e profetizou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de  Judá, ou seja, entre 740 e 690 a.C. (aproximadamente), talvez durante um período menor que abrangeu uma parte dos reinados dos três. Ele começou o seu trabalho alguns anos antes da queda de Samaria (722 a.C.). A falta de menção dos últimos reis de Israel sugere que a mensagem dele fosse dirigida principalmente ao reino do sul, Judá.
Esses dados geográficos e de tempo são indispensáveis para que entendamos que ele está inserido no período de opressão dos grandes proprietários de terra e do exército.
A origem social de Miquéias talvez explique sua preocupação com os pobres e explorados pela realeza.
Nesse profeta revela-se um interesse imediato por problemas característicos da sociedade agrícola. No meio desta, sem dúvida, desenvolveu a sua personalidade, já que os trabalhos do campo eram característicos da região a que Moresete pertencia, a Sefelá, uma faixa de relevo pouco acidentado e que se estende entre as montanhas de Judá e as planícies da costa do mar Mediterrâneo. Uma terra boa, de colinas férteis e suaves, onde Miquéias viveu desde criança as amarguras do homem do campo humilde e submetido à prepotência daqueles que “cobiçam campos... fazem violência a um homem e à sua casa” (2.2).

3 – Profeta em Três Reinados:

1 - Jotão foi um bom rei que “... se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (2 Crônicas 27:6).

2 - Seu filho, Acaz, foi um dos piores reis na História de Judá: “Andou nos caminhos dos reis de Israel e até fez imagens fundidas a baalins” (2 Crônicas 28:2). Chegou a sacrificar os seus próprios filhos aos ídolos (2 Crônicas 28:3). Colocou um altar sírio no lugar do altar de Deus diante do templo, e fez outras alterações no templo (2 Reis 16:10-18). Deus permitiu castigos severos durante o reinado de Acaz, incluindo:
·         Derrota pelos siros que levaram presa uma grande multidão (2 Crônicas 28:5);
·         Derrota por Israel que resultou na morte de 120.000 soldados e no cativeiro de 200.000 (2 Crônicas 28:6-8);
·         Derrota pelos Edomitas (2 Crônicas 28:17);
·         Perda de várias cidades de Judá para os filisteus (2 Crônicas 28:18);
·         Traição pelo rei da Assíria (2 Crônicas 28:16,20).

3 - Ezequias era um dos melhores reis da História de Judá. Fez grandes reformas no templo, restaurou a celebração da Páscoa, etc. Quando Senaqueribe ameaçou Jerusalém, Ezequias e Isaías buscaram o Senhor. Deus salvou a cidade e mandou seu Anjo para matar 185.000 soldados assírios. Veja os detalhes do reinado deste bom rei em 2 Crônicas 29-32.
Além de repreender o povo pelo pecado e de falar sobre as conseqüências da desobediência, Miquéias revelou ou afirmou vários pontos importantes da mensagem de Deus para seu povo. Ele olhou para a vinda do Messias e fez a mesma profecia de Isaías 2:1-4 sobre o estabelecimento do monte da casa do Senhor (4:1-3). Mais de 700 anos a.C., ele profetizou especificamente do lugar do nascimento de Jesus (5:2), e apresentou resumidamente as exigências que Deus faz ao homem: “... o que o Senhor pede de ti...” (6:8).

4 – Estrutura do Livro:

O livro de Miqueias, de acordo com seu conteúdo, pode ser estruturado da seguinte forma:

·         Introdução – 1:1
·         Acusação, julgamento e esperança para o povo – 1:2 – 2:11
·         Acusação, julgamento, esperança e restauração dos líderes – 3:1 – 5:15
·         Acusação, julgamento e esperança para a nação – 6:1 – 7:20

Miquéias 1- 3 -> Miquéias profetiza sobre os juízos e a ruína que recairiam sobre os israelitas, inclusive aqueles que moravam em Samaria e em Jerusalém. Miquéias identifica os pecados da idolatria e da opressão dos pobres pelas classes altas como as razões da destruição iminente dos israelitas. Também condena os líderes religiosos corruptos que ensinavam por dinheiro.

Miquéias 4 - 5 ->  Miquéias profetiza sobre a restauração de Israel. Também profetiza que o Messias nasceria em Belém.

Miquéias 6 - 7 -> Miquéias descreve algumas das maneiras pelas quais Deus abençoou os israelitas. Ensina seu povo que viver justamente, amar a misericórdia e seguir ao Senhor são mais importante do que fazer sacrifícios e ofertas. Ele testifica que Deus é compassivo e perdoa os pecados daqueles que se arrependem.

5 – Conclusão:

O povo de Israel e Judá na sua ignorância à vontade do Senhor, preferia multiplicar os holocaustos e dar toda atenção ao cerimonial. Eles não percebiam que o que Deus queria era uma vida de justiça, de misericórdia e fé.
As injustiças sociais no período de Miquéias eram muito grandes e foram duramente atacadas por ele.
Muitas das lições mostradas neste livro, os cristãos de hoje não conseguem aprender, pois estão presos ao cerimonialismo, ao culto egoísta e a adoração vantajosa.
Tais práticas, Deus abomina.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Lição 05 : Profetas Menores - Jonas

Autor: Jonas
Data: 760 a.C.
Escreveu para: Ninivitas
Contemporâneos: Amós

“E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez”. (Jonas, 3: 10)

1 - Introdução:

Nenhum outro livro do A.T busca de maneira tão enfática a extensão da misericórdia divina às nações gentias. Seu objetivo histórico era declarar a universalidade do julgamento quanto da graça divina.
Em Jonas, a misericórdia divina é oferecida aos pagãos, que se arrependem e reagem favoravelmente ao Deus de Israel.
Nenhum profeta foi tão conciso em sua mensagem. Sua profecia continha apenas sete palavras, cinco no Hebraico. “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Mas sua curta profecia deixou de realizar-se (o que muito o aborreceu). Todavia, sua experiência foi uma importante mensagem para Nínive, para Israel e até mesmo para Igreja de hoje.
O Livro de Jonas contém o relato do maior avivamento registrado na Bíblia; toda a cidade de Nínive abandonou os seus caminhos iníquos e voltou-se para Deus. Jonas foi também usado como instrumento de arrependimento para os marinheiros, fazendo com que eles se voltassem para o Senhor depois de o profeta ter sido jogado ao mar, aquietando-o. Parece que ele obteve mais resultados por acaso do que a maioria dos profetas obteve intencionalmente.


2 – Nínive / Contexto Histórico:

Nínive estava localizada a leste do rio Tigre, e distante aproximadamente 960 km de Israel, uma viagem de três meses nos tempos antigos. Era uma das cidades mais antigas no mundo, estabelecida por Ninrode (Genêsis 10: 11). Calcula-se que sua população era de 600.000 habitantes, incluindo 120.000 crianças e muitos animais.
Considerada a cidade sede do culto a Istar, no tempo de Hamurábi. Uma cidade de povo cruel que ao vencer uma cidade pegava seu povo e esfolava vivo, colocavam no caldeirão de betume fervente. Nínive era uma cidade muito bonita, próspera e com grande extensão, composta de prédios, parques e casas, tanto que Jonas levou três dias para percorrer.
A cidade era cercada pro três muralhas com vinte quatro portões, frentes fundos e laterais. Seus túneis eram protegidos por leões e ursos famintos. O que fazia que ninguém se atrevesse atacar essa cidade.  Atrás do primeiro portão estava a população de baixa renda, os pobres. No segundo portão estava o povo de renda média no último era o rei e seus soberanos como príncipes, conselheiros, encantadores, tesoureiro etc...
A cidade de Nínive era conhecida como a cidade dos ladrões. Era uma prática natural de seus moradores invadirem e despojarem outras regiões. Foi chamada como cidade sanguinária aonde a feitiçaria predominava. Cortavam as mãos e os pés, narizes e orelhas, vazavam os olhos dos cativos, e faziam pirâmides com as cabeças dos seus prisioneiros, dentre os tais tinham além de inimigos de guerra, os profetas que falavam a Palavra de Deus (Naum, 3). Eles serravam as pessoas pelo meio, fazia escalpo, jogavam em óleo fervendo, quando não arrancavam a pele da pessoa viva.
Os assírios eram, não somente cruéis, mas também extremamente imorais. Externamente, Nínive parecia atraente, mas internamente achava-se repleta de prostituição ritual e imoralidades. A cidade também estava entregue a feitiçaria.

3 – Quem era Jonas

Um profeta israelita da Tribo de Zebulom, filho de Amitai, natural Gete-Héfer. Profetizou durante o reinado de Jeroboão II.
Seu nome significa “Pomba”.
O que pouca gente sabe, é que ele também profetizou a restauração das fronteiras de Israel, o que foi conseguido por Jeroboão II por volta de 782-753 a.C, conforme o texto encontrado no livro de 2 Reis, 14:25
A história do profeta Jonas termina repentinamente (Jn 4:11) e o Antigo Testamento não faz qualquer outra referência sobre ele.
Jonas é citado no Novo Testamento pelo próprio Jesus, onde Ele faz referência ao período em que Jonas permaneceu no ventre do peixe e ao arrependimento da cidade de Nínive através da pregação do profeta (Mt 12:39-41; 16:4; Lc 11:29-32). Essa referência sobre a história do Profeta Jonas no Novo Testamento é muito significativa, pois confere a garantia de que os relatos descritos no livro de Jonas são fatos históricos e literais, e não apenas uma fábula com propósitos nacionalistas como alguns comentaristas céticos sugerem.
4 - Jonas e Sua Missão:

Jonas foi comissionado para ir a Nínive uma tarefa desagradável para um israelita. A Assíria era o último lugar onde um israelita gostaria de dirigir-se, em aventura missionária.
A Assíria era uma ameaça para Israel desde o tempo de Onri (cerca de 880 a.C.) pois tinha forçado os israelitas a pagarem tributos nos últimos cinqüenta anos até Jeroboão II tornar-se rei. Jeroboão sacudiu esse jugo mais ou menos em 790 a.C e estendeu o reino do Norte ao seu maior limite desde Salomão. No tempo de Jonas, Israel sentia-se seguro e estava em ascensão, enquanto a Assíria achava-se em declínio.
Embora o Livro registre o arrependimento inesperado de um dos maiores tiranos da história antiga, sua ênfase maior está no arrependimento ou mudança de Jonas. O arrependimento de Nínive ocupa um capítulo (3), mas a história da preparação de Jonas são apresentados em 3 capítulos (1,2 e 4) parece que Deus teve mais dificuldade em aperfeiçoar Jonas do que todo o povo de Nínive.
Quando o profeta foi conduzido ao ponto de obediência, o avivamento ocorreu naturalmente. A preparação de Jonas foi realizada em etapas. A experiência do peixe preparou-o para Nínive, mas ele precisou de mais tempo para voltar a Israel. Se o arrependimento da cidade no capítulo 3 surpreende a todos, o profeta desapontado do capítulo 4 causa-nos um choque. Ele parece estar mais interessado em que sua profecia se cumpra como um crédito à sua profissão, do que a cidade de Nínive seja poupada do julgamento divino.
A queda da grande cidade Nínive, conforme predito pelos profetas Naum e Sofonias, ocorreu em agosto de 612 a.C.

5 – Jonas x Baleia – Verdade ou Simbolismo?

A expressão hebraica traduzidas por algumas versões como "baleia", significa no original: "Grande monstro marinho". A palavra grega não significa "baleia", mas "criatura marítima", isto é, algum grande peixe. Esse grande peixe é cuidadosamente distinguido da "serpente" sinistra do mar (Am 9:3) - também chamada "Leviatã" (Is 27:1) - E do "monstro das profundezas". (Jó 7:12; Sl 74:13; Ez 32:2)
Isso não significa que o grande peixe que engoliu Jonas não foi uma baleia.
Algumas baleias chegam a ter cerca de 30 m de comprimento e 12 m de largura, pesando 136 toneladas. Uma baleia que foi pescada no mediterrâneo e exibida em Beirute tinha uma cabeça que pesava 6 ton. A abertura do seu maxilar inferior para o seu maxilar superior, media cerca de 2,4 metros.
Um peixe foi pescado na costa da Flórida e pesava mais de 10 ton. Ele tinha 13 metros de comprimento e 2,4 metros de largura. Ele tinha 675 kg de peixe em seu estômago, além de um grande polvo. Um homem conseguia facilmente ficar em pé dentro de seu estômago. Ele poderia ter engolido 10 Jonas.
Apesar do Criador não dever satisfações de suas obras, ele sempre prova a veracidade da Sua palavra através de acontecimentos nas mais diversa partes do mundo.

Creia no SENHOR, acredite na Sua palavra, pois trás de todos os acontecimentos do universo e da história existe um Deus soberano que está no controle de todas as coisas.

6 -  Trajeto de Jonas

Seguindo o livro, ele sairia de Jerusalém para Nínive (Atual Mossul no Iraque), cobrindo uma distância de aproximadamente 884,72 km. Mas, devido á algumas razões como as acima citadas o profeta Jonas dirigiu-se para Jope , atual Tel-Aviv em Israel, onde existe um porto marítimo em Israel . Isso leva a uma caminhada inicial de 51,93km.
Toma um navio que ia para Társis, um porto fenício na Espanha. A atual cidade Társis hoje é Sanlúcar de Barrameda na província de Cádiz. Os dois pontos ficam a uma distância de 3.777,66 km. Jonas queria, então, ficar a uma distância de 4.365,45 km de Nínive. Jonas queria distância de Nínive (por causa da missão) e de Deus (por causa da negação).
No entanto, o grande peixe o deixou na costa do Mediterrâneo, provavelmente perto de uma cidade chamada de Latakia na Síria, e até o destino divinamente indicado de Nínive era de 663,09 km. Curiosamente mais perto do que saindo de Jerusalém para Nínive (884,72 km).

7 – Entendendo o Sinal de Jonas

“Porque assim como Jonas ficou três dias e três noites dentro de um grande peixe, assim também o Filho do Homem ficará três dias e três noites no fundo da terra”. (Mt, 12:40)

Na tradição cristã católica, a páscoa encerra a Quaresma, que é basicamente um período de quarenta dias marcado por jejuns. A última semana da Quaresma, chamada de Semana Santa, é iniciada pelo Domingo de Ramos, que marca a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém; passa pela Sexta-feira da Paixão, que faz referência à morte de Cristo; e é finalizada no Domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo.
A data da Páscoa foi instituída pela Igreja durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C.. A Igreja determinou que a primeira lua cheia após o equinócio de primavera seria a data para iniciar-se a comemoração da Páscoa. O equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte.
É bom observarmos que a “páscoa cristã” a qual estamos acostumados a comemorar, nada tem a ver com a data, celebração e simbologia judaica.
A nossa data foi marcada de acordo com uma festividade do povo germânico pagão à deusa Ostara, que acontece sempre no 1º dia de lua cheia do equinócio no hemisfério norte (entrada da primavera lá), entre 22 de março a 25 de abril.
Assim como os elementos dos seus rituais – ovos e coelhos – foram acrescentados.

Já a páscoa judaica, conhecemos toda a celebração, conceito e ritual citado em (Êxodo, 12). No 14º dia de Nissan era a celebração da Páscoa e no 15º dia começava a celebração dos Pães Ázimos ou asmos, indo até o dia 21. E a festa das Primícias era no 1º dia após o sábado da Festa dos Pães Ázimos, ou seja, no domingo da festa dos Pães Ázimos. Então: 

Terça - 14º de Nissan / Páscoa
   Celebração e Prisão
       Noite e  Madrugada
Quarta - 15º de Nissan / Pães Ázimos
   Crucificado e Morto
   15:00 h (Mt, 27: 45-49)
Quinta - 16º de Nissan / Pães Ázimos
            Sepulcro
             1º dia de morte
Sexta - 17° de Nissan /Pães Ázimos
            Sepulcro
             2º dia de morte
Sábado - 18º de Nissan / Pães Ázimos
            Sepulcro
             3º dia de morte
Domingo - 19º de Nissan / Primícias
     18:00 de sábado
             Ressuscitou


O corpo de Jesus estava no túmulo pela terceira noite após sua crucificação. Algum tempo depois do pôr do sol de sábado à noite (o início de domingo), Jesus se levantou da morte. Assim, Ele ficou no túmulo por três dias e três noites como profetizado e (Mateus, 28: 1,6a), nos garante que foi “No findar de sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro... Ele não está aqui; ressuscitou...”

8 - Conclusão

E aqui então, conseguimos ver que mais uma vez que dependemos da cultura judaica para entender a profecia bíblica. Não podemos ler as profecias, sem conhecer o contexto a que ela está inserida, e nem interpretá-la usando a nossa sabedoria ocidental.
A bíblia foi escrita por judeus e para os judeus, que pela graça chegou até nós.
Por isso, é preciso conhecer o antigo testamento para vislumbrar o novo, e ler o novo testamento para entender o antigo.



Glossário:

·         Istar - É a deusa dos acádios ou Namu, dos antecessores sumérios, cognata da deusa Asterotes dos  filisteus, de Ísis dos egípciosInana dos sumérios e da Astarte dos fenícios. Mais tarde esta deusa foi assumida também na mitologia nórdica como Easter - a deusa do amor. É irmã gêmea de Samas e filha do importante deus Lua - Sin, e é representada pelo planeta Vênus. Para a Astrologia, manuscritos antigos relatam que o signo de Virgem teve origem no Zodiaco a partir de Ishtar

·         Hamurabi - Rei da Suméria e Acádia nos anos de 1792 a 1750 a.C, criador do famoso código de leis seguido na época chamado de código de Hamurábi

·         Código de Hamurabi - Um conjunto de leis escritas composto por cerca de 280 artigos, esculpido em uma enorme pedra escura e registrada com uso dos caracteres da escrita cuneiforme. Essas normas jurídicas tiveram grande importância na organização do Estado babilônico. Baseava no princípio de uma lei mais antiga, conhecida como “Lei Talião” e era orientada pelo seguinte princípio: “olho por olho, e dente por dente”
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1500464216902


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Joaõ, 3: 16

"Quando o sofrimento do outro dói mais que o nosso, isso é amor".
Foi isso que Cristo sentiu ao olhar do céu e ver a humanidade perdida em seus delitos carnais, desesperadas em suas almas e dilacerada no espírito.
Ele olhou, sentiu, compadeceu e decidiu encarnar como homem, se fazer maldito em nosso lugar e morrer a pior morte da época para nos comprar a redenção.
Seu amor selou, Seu sangue pagou e Sua ressurreição nos deu garantia de uma nova vida Nele, por Ele e com Ele.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como Entender a Bíblia

Introdução:

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações”. (2 Timóteo, 3: 16 e 17)

Para começar é preciso ter essa certeza: A Bíblia é sagrada porque é a Palavra de Deus.
Deus é um Deus pessoal e gosta de intimidade. Ele se relaciona com o homem e usa muitos meios para isso, e um desses meios é a fala.
Ele tem muitas formas de falar e de se manifestar ao homem, mas a única expressão escrita da fala de Deus é a Bíblia.
Para isso, escolheu homens que pudessem escrever um livro que pudesse perpetuar Sua palavra através dos séculos. (Êxodo, 24: 4 e 5 ; Jeremias, 30:2; Jó, 32: 8; 2 Pedro, 1:21)

1 – Comece Lendo a bíblia:

Existem duas formas de leitura: a leitura de contato ou superficial, que é aquela que se faz rotineiramente; e a leitura de exploração, que é a leitura mais demorada, onde você marca e procura significados de palavras que não entendeu. Aquela leitura onde você imagina o acontecimento, como foi, onde foi, por que usou aquelas palavras e se elas aplicam a outras pessoas ou somente ao publico citado. (1 Timóteo, 4:13; Romanos, 15:4; Josué, 1:8)

2 – Por Onde Começar?

Ao contrário de muitas pessoas, prefiro começar do começo.
Indico o Antigo testamento. Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números.....
Apesar de saber que a bíblia não está na ordem cronológica, é mais fácil acompanhar os fatos e entender sua progressão.
Por exemplo: o livro de Samuel, Reis, Crônicas e Salmos, contam a história de Davi, no entanto estão separados de forma que não tem uma continuação de fatos, pois estão dissolvidos nesses 4 livros – isso uma única história.
Os livros do profeta Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, deveriam estar entremeados à Crônicas e Reis para ter uma continuidade cronológica, mas foi separado por ordem de autoria e estilo de escrita. (histórico, poético, profético)

Por isso Deus castigará vocês pela morte de todas as pessoas inocentes que os antepassados de vocês mataram, desde a morte do inocente Abel até a de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês mataram entre o Templo e o altar. (Mateus, 23:35)

O Novo Testamento é o cumprimento do Antigo, como poderei entender que Jesus é Filho de Davi se eu não sei quem foi Davi? Como entenderei que Ele foi o sacrifício definitivo se eu não sei de que sacrifício está falando? Como poderei identificá-lo como Messias se não conheço as profecias a seu respeito?

E disse-lhes: "Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Lucas (24:44)

“Então Jesus lhes disse: — Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas”.(Lucas, 24: 25 e 26)

3 – Posso Tirar minhas próprias Conclusões?

1 – A bíblia não é um livro de livre interpretação.

Acima de tudo, porém, lembrem disto: ninguém pode explicar, por si mesmo, uma profecia das Escrituras Sagradas. Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus”. ( 2 Pedro, 1: 20 e 21)
A Bíblia é livro de Deus, e precisamos perguntar a Ele o que significa. Se você é um cristão, o autor das Escrituras, o Espírito Santo, habita em você... e Ele quer que você compreenda o que está escrito.
A bíblia não foi escrita para responder nossas interrogações, mas para transformar nossas atitudes. Ela não foi escrita para dizer como as coisas funcionam mas para nos mostrar quem é este que faz as coisas funcionarem.
A bíblia é o livro que nos revela DEUS.

2 – Não leia textos isolados da Bíblia.

Deus usou homens para escrevê-los. Estes homens tinham um tema em mente, um propósito para escrever, uma questão ou questões específicas às quais se referiam. Leia o contexto para descobrir quem o escreveu, para quem foi escrito, quando foi escrito e por que foi escrito.
Uma das passagens conhecidas da bíblia que já causou muita confusão por ser isolada e mal interpretada foi:

“As mulheres devem ficar caladas nas reuniões de adoração. Elas não têm permissão para falar. Como diz a Lei, elas não devem ter cargos de direção. Se quiserem saber alguma coisa, que perguntem em casa ao marido. É vergonhoso que uma mulher fale nas reuniões da igreja”. (1 Coríntios, 14:34)

Ali as mulheres foram impedidas de falar por um simples motivo: na cidade de Corinto havia um templo pagão que cultuava a deusa Afrodite, e nesse templo havia muitas sacerdotisas. Elas raspavam a cabeças e se prostituíam em oferenda a deusa. Muitas dessas mulheres se converteram e frequentavam a igreja de Corinto, para que elas não fossem mais identificadas como sacerdotisas pagãs e prostitutas, foi instituído o uso de véu a todas as mulheres, e no caso de alguma delas ainda não estarem totalmente convertidas, foi proibida a oportunidade na igreja para que não houvesse confusão.
Então esse texto é cultural e local. Não é aplicável a nós hoje.

3 – Faça um discipulado bíblico.
Discipular
1. É manter um relacionamento em que há transferência de valores.
2. É transferir atitudes, habilidades e objetivos.
3. É o exercício de fortalecer os seguidores de Cristo
“E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensiná-las a outros”.  (2 Timóteo 2:2)
Algumas pessoas, equivocadamente, se achegam à Bíblia com a idéia que vão depender apenas do Espírito Santo e descobrirão todas as verdades ocultas das Escrituras. Deus, através do Espírito Santo,tem capacitado pessoas com dons para ajudar a corpo de Cristo. Um desses dons espirituais é o do ensino (Efésios 4:11-13; I Coríntios 12:28). Estes mestres são dados pelo Senhor para nos ajudar a corretamente compreender e obedecer as Escrituras. Também é sábio estudar a Bíblia com outros crentes, ajudando uns aos outros a compreender e aplicar a verdade da Palavra de Deus.

Curiosidades:

Os livros apócrifos não foram aceitos no cânon bíblico como livros inspirados por Deus, mas alguns católicos defendem sua bíblia como certa por tê-los em seu uso. Duas respostas que você pode dar sobre isso sem ofendê-los e de maneiro correta:

1 – Depois que o profeta Malaquias morreu por volta de 450 a.C., nenhuma voz profética genuína foi ouvida novamente durante 500 anos. Conhecemos esse período como o período inter testamental.
O A.T. foi todo escrito em hebraico com algumas pequenas porções em aramaico (dialeto hebreu), língua dos israelitas.
Somente em 27 a.C. foi oficializada a língua grego-romana, com a expansão do império, conhecido como Período do Império Romano.
No entanto, todos os livros apócrifos que foram acrescentados ao A.T. foram escritos em grego, usando ditados e histórias que somente os romanos conheciam.
Como poderia um livro ser escrito numa língua não conhecida, usando histórias e ditados de uma época ainda inexistente para descrever a história do povo de Israel?
É como se hoje, encontrássemos rolos escritos por Paulo em inglês. Teríamos a certeza que não foi Paulo quem o escreveu, mas alguém que pudesse ter ouvido falar dele e se aventurou escrever uma obra em seu nome. Seria uma obra garantias de verdade.

2 – A igreja católica Canção Nova em 23/09/2013, registrou uma entrevista com o Padre Antônio Xavier e ele fez a seguinte declaração:

“Os livros apócrifos podem ser lidos sim, mas não como livros inspirados. A Igreja não proíbe a leitura dos apócrifos, mas não os ensina para evitar que as divergências contidas neles possam gerar confusão de fé na cabeça das pessoas. Eu, pessoalmente, desaconselho a leitura de apócrifos sem uma prévia leitura de uma boa crítica sobre eles e uma prévia leitura dos evangelhos canônicos, para evitar que se termine com as ideias mais confusas do que claras”



Aramaico é uma antiga língua semítica, cujo nome deriva do povo arameu. Difundida da Síria até a Mesopotâmia ocidental, tornou-se a língua principal da região quando os caldeus que falavam o aramaico fundaram o Império Neobabilônico.

Regiões e auge do aramaico

Antes da Era Cristã, o aramaico se difundiu por quase todos os territórios do Mediterrâneo até as montanhas da Armênia e do Curdistão.

Durante o exílio babilônico (“cativeiro da Babilônia”, em 598 a.C.), o povo hebreu aprendeu o aramaico, que superou o hebraico no uso comum e também na redação dos textos sagrados.

O auge do aramaico entre os hebreus ocorreu entre os séculos II e VI d.C. Após este período, voltou a prevalecer a língua hebraica.


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