sexta-feira, 6 de abril de 2018

O Significado do Maná


Quando Deus tirou seu povo da escravidão do Egito rumo à Terra Prometida, Ele os guiou pelo deserto onde não podiam plantar e colher, o que os levou a murmurarem contra o Senhor e contra Moisés. Por outro lado, Deus queria que os israelitas dependessem totalmente da provisão divina para seu sustento. O livro de Êxodo nos conta que Deus lhes enviou pão do céu. E isto aconteceu por um período de quarenta anos (Dt 8.2-3).

Leia o relato bíblico:
“O povo de Israel saiu de Elim e foi para o deserto de Sim, que fica entre Elim e o monte Sinai. Chegaram ali no dia quinze do segundo mês depois da sua saída do Egito. Ali, no deserto, todos eles começaram a reclamar contra Moisés e Arão, dizendo assim:
— Teria sido melhor que o Senhor tivesse nos matado no Egito! Lá, nós podíamos pelo menos nos sentar e comer carne e outras comidas à vontade. Vocês nos trouxeram para este deserto a fim de matar de fome toda esta multidão.
Senhor Deus disse a Moisés:
— Agora eu vou fazer chover do céu pão para vocês. E o povo deverá sair, e cada um deverá juntar uma porção que dê para um dia. Assim eu os porei à prova para saber se eles vão obedecer às minhas ordens. No sexto dia deverão juntar e preparar o dobro do que costumam juntar, nos outros dias.
Então Moisés e Arão disseram ao povo:
— Hoje à tarde vocês ficarão sabendo que foi o Senhor Deus quem os tirou do Egito. Amanhã de manhã vocês verão a glóriado Senhor, pois o Senhor ouviu as reclamações de vocês contra ele. Foi contra ele, e não contra nós, que vocês reclamaram; pois, afinal de contas, quem somos nós?
E Moisés continuou:
— É Deus, o Senhor, quem vai lhes dar carne para comerem de tarde e pão à vontade de manhã, pois o Senhor ouviu vocês reclamando contra ele. As suas reclamações são contra ele e não contra nós; pois, afinal de contas, quem somos nós?
Aí Moisés disse a Arão:
— Diga a todo o povo que venha e fique diante de Deus, o Senhor, pois ele ouviu as reclamações deles.
Enquanto Arão estava falando a todo o povo, eles olharam para o deserto, e, de repente, a glória do Senhor apareceu numa nuvem. E o Senhor disse a Moisés:
— Eu tenho ouvido as reclamações dos israelitas. Diga-lhes que hoje à tarde, antes de escurecer, eles comerão carne. E amanhã de manhã comerão pão à vontade. Aí ficarão sabendo que eu, o Senhor, sou o Deus deles.
À tarde apareceu um grande bando de codornas; eram tantas, que cobriram o acampamento. E no dia seguinte, de manhã, havia orvalho em volta de todo o acampamento. Quando o orvalho secou, por cima da areia do deserto ficou uma coisa parecida com escamas, fina como a geada no chão. Os israelitas viram aquilo e não sabiam o que era. Então perguntaram uns aos outros:
— O que é isso?
Moisés lhes disse:
— Isso é o alimento que o Senhor está mandando para vocês comerem.  (Êxodo 16.1-15 - NTLH)

O Monte Sinai ficava a 350 Km do Egito

O último versículo diz que ao verem o maná, que era algo novo, jamais visto, os israelitas começaram a perguntar uns aos outros “O que é isto?”, do som desta pergunta feita no hebraico é que surgiu o nome “maná”, que significa “o que é isto?”.


O primeiro mês dos judeus é Nissan (Ex 12:2), e no 14º dia de Nissan (Abib) aconteceu a morte do cordeiro para a proteção dos primogênitos no Egito (Pessach). E o Maná caiu pela primeira vez no dia 15 de Lyar (Zive), 1 mês depois de sairem do Egito.

 A aparência do maná, era como essa planta, conhecida como flor da Tamargueira, muito comum  no território do Sinai, que possui gosto adocicado e aminoácidos suficiente para a alimentação humana.
(Dt 11:7-8)
O som da palavra Maná (Man no hebraico) lembrava a frase: "O que é isso?" (Man hu  no hebraico)

Placas de Mármore com os dez Mandamentos escritos pelos samaritanos, encontrada em 850 d.C em escavações em Israel



Varão de Arão, também guardada na arca da aliança. (Nm 17:1-13)


Assim que ficavam os objetos dentro da arca da aliança (Ex 34,1; Dt 10,1-5 e 1 Rs 8,9)


Contudo, além do significado literal da palavra, o maná tem uma mensagem simbólica na Bíblia, e é isto que queremos explorar neste estudo.
A ARCA E O MANÁ

Hebreus 9.4 NHTL– “Ali estava colocado o altar de ouro onde era queimado o incenso, e também estava colocada a arca da aliança, toda coberta de ouro. Dentro da arca estava a vasilha de ouro com o maná, o bastão de Arão, do qual tinham saído brotos, e as duas placas de pedra com os mandamentos escritos nelas” - acerca da arca da aliança que continha em seu interior um vaso com o maná, além das tábuas da lei e da vara de Arão que floresceu (Nm 17:1-13). E o mesmo escritor afirma em sua epístola que a lei tem a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1 - NVI) – “A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca consegue mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar”.

Na arca e nos elementos em seu interior não temos a imagem exata das coisas, mas a sombra (ou figura) de bens futuros. Se observarmos estes objetos segundo o ensino do Novo Testamento, temos que ir além da imagem exata (o que neles se vê literalmente) e compreender a sombra, ou seja, o que eles tipificam: os bens futuros, da Nova Aliança, nele figurados.


Qual é a figura do maná?

Para entendermos claramente, compararemos dois textos bíblicos: um do Velho Testamento apresentando a figura, e um do Novo Testamento interpretando a figura.

Assim, ele os humilhou e os deixou passar fome. Mas depois os sustentou com maná, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam, para mostrar a vocês que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor”. (Deuteronômio 8.3 - NVI)

“Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. (Mateus 4.4 - ARA)

Observe isto. Em Deuteronômio, vemos que as Escrituras dizem que o homem não vive de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor. E segundo o texto, o que saía da boca do Senhor? O maná. Agora veja, Jesus usa estas mesmas palavras ao ser tentado pelo Diabo no deserto, E O INTERPRETA ao dizer: 

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.

Ele substitui a expressão “maná” por “Palavra de Deus”, que era o significado desta figura, que não tinha a imagem exata, mas era sombra de um bem vindouro.
O maná, portanto, é um tipo da Palavra de Deus: É o alimento que vem do céu para o sustento do seu povo.

E qual é a figura da arca da aliança?

Ela representa a presença de Deus no meio dos homens. Veja os textos bíblicos que autenticam esta afirmação:

“Sempre que a arca partia, Moisés dizia assim: “Ó Senhor Deus, levanta-te e espalha os teus inimigos! E que fujam da tua frente os que te odeiam!” E, sempre que a arca parava, Moisés dizia assim: “Ó Senhor Deus, volta para ficar com os milhares de famílias do povo de Israel!
(Nm 10.35-36).

Quando a arca partia, Moisés dizia: “Levanta-te ó Deus…”, e quando ela pousava, dizia: “Volta, ó Senhor…”, porque a arca representava a presença de Deus que estava entre os querubins, como Ele mesmo dissera a Moisés. Vemos também que em 1 Samuel 4.21-22, quando os filisteus tomaram a arca, dizia-se em Israel: “Icabode ou Icabô – de Israel se foi a Glória!”
Se a arca representava a presença de Deus no meio dos homens, então ela figura Jesus. No Novo Testamento, é Ele quem é chamado EMANUEL, que traduzido é “Deus conosco” (Mt 1.23). E dele escreveu João, o apóstolo do amor, dizendo:

A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai” ... “Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus”. (João 1.14, 18 - NTLH)

A arca, portanto, é figura de Cristo, a presença de Deus o meio dos homens.

O MANÁ ESCONDIDO
Uma vez compreendidas estas figuras, entenderemos melhor o que Paulo disse aos Colossenses:

“Eu trabalho para que o coração deles se encha de coragem e eles sejam unidos em amor e assim fiquem completamente enriquecidos com a segurança que é dada pela verdadeira compreensão do segredo de Deus. Esse segredo é Cristo, o qual é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vêm de Deus. (Cl 2:2-3 - NTLH).

Veja bem: assim como o maná encontrava-se escondido dentro da arca, da mesma maneira, em Cristo, estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
A arca figura Cristo e o maná a Palavra de Deus. E o maná encontrava-se ESCONDIDO dentro da arca, do mesmo modo que os tesouros da sabedoria e da ciência – os mistérios do Reino, a Palavra de Deus – estão escondidos em Cristo. É importante ressaltar a expressão “escondido”. O maná não estava apenas guardado na arca, mas escondido. A arca não tinha janela nem vitrine; era um baú coberto pela tampa do propiciatório sobre o qual estavam os querubins. O que se colocava dentro dela não era visto por ninguém. Jesus mesmo autentica esta verdade ao dizer à igreja de Pérgamo 

“ao que vencer lhe darei do maná ESCONDIDO…” (Ap 2:12-17)

Sabe o que isto significa?
Se alguém olhasse para a arca não veria o maná escondido, exceto se fizesse um exame mais cuidadoso, abrindo a arca para examinar seu conteúdo.
Da mesma maneira, se você tiver um contato apenas superficial com Cristo jamais descobrirá os tesouros da sabedoria e da ciência. Jamais poderá conhecer os mistérios do Reino. Do mesmo modo como ao se examinar a arca de maneira superficial não se encontrava o maná, assim também, um contato distante com Cristo jamais lhe revelará os tesouros escondidos. E, infelizmente, esta é a realidade da maioria dos cristãos que, servindo a Jesus por anos e anos, jamais chegam a experimentar do maná escondido.
Talvez pensem que isto é só para ser desfrutado no céu, por causa da promessa de Jesus à igreja de Pérgamo; mas o que de fato Jesus disse é que quando os vencedores chegassem lá, continuariam a desfrutar do maná escondido, pois é impossível chegar a desfrutar da totalidade destes tesouros em Cristo ainda nesta vida. Eles são inesgotáveis. Mas isto não quer dizer que não se encontrem à sua disposição desde já. Saia do seu comodismo e corra possuir o que lhe pertence.
Há mistérios no Reino. Há verdades a serem compreendidas. Não são verdades novas, são antigas; elas são uma novidade para estes dias apenas porque estão sendo restauradas, restituídas por Deus já que a Igreja deixou-as de lado.
Estes tesouros escondidos são os mesmos segredos de Deus pertencentes aos que o temem, que Davi menciona no

Salmo 25.14 NVI – “Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança”.

Cada vez que você pegar em sua Bíblia para ler, estudar e meditar, lembre-se que há tesouros escondidos que jamais se tornarão conhecidos com um mero exame superficial. Mas entenda que quando falo de buscar de maneira mais profunda os tesouros, não estou me referindo meramente a estudo e pesquisa (embora devamos praticar isto com a maior dedicação possível), falo de se receber do céu, pelo Espírito Santo, as verdades de Deus, ou seja, experimentar o conhecimento por revelação.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Lição 16: Malaquias - Profetas Menores


Autor: Malaquias 1:1 aponta para Malaquias.
Data: 397 a 331 a.C (Bíblia em Ordem Cronológica)
Local: Jerusalém
Contemporâneos: Ele era contemporâneo de Neemias (comparar Ml 2:8 com Ne 13:29 e Ml 2:10-16 com Ne 13:23) e de Esdras (comparar Ml 2:11 com Ed 9:1 e 2)
Alvo: Sacerdotes
Conteúdo: 4 capítulos e 55 versículos

"Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?" (Ml 3:6-7)


1 – Introdução

No livro do profeta Malaquias um dos temas mais abordados é a honra a Deus. O Senhor apresenta uma queixa grave contra os sacerdotes por causa de seus serviços mal prestados na Casa de Deus.
O motivo é que os sacerdotes colocavam diante do altar oferta fraudulenta: animais doentes, com defeito e magros. Ou seja, a falta de excelência na oferta fica muito claro.
Além disso, o comportamento dos sacerdotes não era carregado de santidade. Eles cometiam adultério e profanavam o altar do Senhor com suas vidas manchadas pelo pecado.
A atitude deles deixou o Senhor bastante irritado. Em conseqüência disso, Ele envia Malaquias para anunciar um juízo sobre eles.


2 – Quem Foi Malaquias

O nome do livro vem do hebraico mal’aki, que quer dizer “meu mensageiro”, que aparece em 3:1 usada para descrever a atribuição do profeta.
Targum aramaico¹ sugere que Malaquias é na verdade um pseudônimo para Esdras, enquanto outras tradições conjecturam que esse nome não precisa ser, necessariamente, um pseudônimo para Esdras, mas pode ter servido para qualquer judeu anônimo que viveu naquele período após o cativeiro babilônico.
No entantoapesar de não sabermos muita coisa sobre quem foi Malaquias, as teorias que tentam supor que seu nome não é um nome pessoal, são enfraquecidas pelo fato de que em todos os outros livros proféticos um nome próprio sempre é mencionado.
A fim de tentar trazer pelo menos alguma informação sobre a biografia de Malaquias, algumas tradições rabínicas antigas sugerem que Malaquias provavelmente fosse da tribo de Zebulom, enquanto outros, considerando o zelo com o culto a Deus que o profeta demonstra em seu livro, sugerem que talvez ele tenha sido um levita.
Sabe-se muito pouco a respeito desse profeta, pois o livro omite detalhes de sua vida e genealogia tal como Obadias. A tradição judaica coloca Malaquias como membro da Grande Sinagoga assim como Ageu e Zacarias. Este conselho foi o responsável por re-implantar e reorganizar a vida social, cultural e religiosa de Israel no pós-exílio, todavia, como nenhum livro profético do Antigo Testamento chegou até você anônimo, por estas razões sustentam que Malaquias era o seu verdadeiro nome, sendo ele o último profeta de Israel.


3 – Contexto do Livro

Os judeus haviam retornado do exílio, impulsionados por grandes esperanças. Instigados por Ageu e Zacarias, haviam reconstruído o Templo original, mas com o passar dos anos o primeiro entusiasmo do retorno havia passado, dando lugar á desilusão.
A vida estava difícil. Estavam cercados por inimigos. Sofriam por causa da seca e das más colheitas. Diante desse quadro começaram a duvidar do amor de Deus. Então Malaquias lhes responde demonstrando que os seus questionamentos se baseavam na hipocrisia.
O profeta condena os pecados do povo e os convoca ao arrependimento. Caso obedecessem aos mandamentos do Senhor, o resultado seria as bênçãos de Deus.
Os judeus haviam voltado do exílio, cheios de sonhos, esperança e projetos. Entretanto, se deparam com uma terra hostil, em ruínas e inimigos externos e internos, que tudo lhes faziam para impedir que prosperassem.
Quando o Senhor lhes fala do Seu amor, eles replicam em tom de ironia: “É mesmo? Quando foi?” (Ed 4. 6,8; Ne 4. 6). A semelhança de Gideão eles perguntam: “Porque tudo isso nos sobreveio?” Eles importavam-se somente com os bens materiais, em detrimento do espiritual. Por isso o Senhor os exorta a levantar os olhos e a reconhecerem Seu cuidado e amor (Sl 73. 1-3,16-18; Hc 3. 17,18).


4 - Perversão do Sacerdócio Levítico

O sistema sacrifical concedia aos sacerdotes excelente oportunidade de ensinar o plano da salvação aos transgressores. No entanto, os rituais celebrados pelos sacerdotes no santuário foram pervertidos. O sacrifício de animais tornou-se uma fonte de renda para eles. Alguns dos sacerdotes corruptos viram perfeitamente que quanto mais o povo pecasse e quanto mais trouxesse ofertas pelo pecado e ofensas, tanto maior porção lhes caberia, chegando ao ponto de animar o povo a pecar.
Está escrito acerca dos sacerdotes corruptos: “Alimentam-se do pecado do Meu povo, e da maldade dele têm desejo ardente.” Oséias 4:8. Afirma este texto que os sacerdotes, ao invés de admoestar o povo e insistir em que deixasse o pecado, tinham “desejo ardente” de sua maldade, e almejavam que pecasse outra vez e voltasse com outra oferta pelo pecado. 
Muitos dos sacerdotes possuíam um amargo ressentimento contra os profetas. Eles odiavam os homens que eram enviados para repreendê-los. Muitas das perseguições movidas contra os profetas no Antigo Testamento foram chefiadas ou instigadas pelos sacerdotes. Os profetas foram por eles perseguidos, torturados e mortos. 
Os oponentes de Cristo eram sempre os sacerdotes, os escribas e os fariseus. Quando o Senhor Jesus foi apresentado perante Pilatos, foram os sacerdotes que O acusaram (Mc 15:3). Não se deve pensar, todavia, que todos os sacerdotes eram ímpios. Muitos homens fiéis podiam ser contados entre eles. 
De uma maneira solene os sacerdotes impenitentes foram advertidos sobre o dia do julgamento por vir e para eles foi endereçado o seguinte convite de Deus: “Tornai vós para Mim e Eu tornarei para vós.” (Ml 3:7).
Ao rejeitarem este afetuoso convite de Deus, eles selaram o seu destino. Mais tarde, nas proximidades do fim do ministério terrestre de Cristo, os principais sacerdotes ouviram do Mestre a parábola da vinha (Mt 21:33-46). Havendo retratado ante os sacerdotes o seu ato final de impiedade, Cristo dirige-lhes a pergunta: “Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?” Os sacerdotes haviam acompanhado a narrativa de Jesus com profundo interesse. Sem considerar a relação que havia do assunto para com eles mesmos, a resposta deles foi a seguinte: “Fará perecer miseravelmente a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe entreguem os frutos.” Inadvertidamente haviam eles pronunciado sua própria condenação. Com a morte de Cristo o sacerdócio levítico foi extinto e no ano 70 d.C. o Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos. 
Desde então Deus desejou atuar em cada indivíduo, transformando-o em um templo Seu, no qual pudesse ser exercido um sacerdócio santo e aceitável:

“Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Co 6:19)

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (I Pd 2:5).

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pd, 2:9).


5 - Malaquias Aponta Diretamente para Cristo

No sentido de que por mais que o povo estivesse desanimado, Deus enviaria o Messias para purificar seu povo.
O profeta falou sobre a obra de um mensageiro que seria precedido pelo profeta Elias (Ml 3:1,2; 4:5), e o Novo Testamento revela que Jesus é esse mensageiro, bem como João Batista foi aquele que o precedeu, desempenhando seu ministério no “espírito e poder de Elias” (Mt 11:14; 17:10-12; Lc 1:17).
Malaquias também profetizou que o culto a Deus se espalharia por todas as nações (Ml 1:11), uma profecia que começou a ser cumprida no ministério de Jesus e de seus apóstolos, onde a salvação foi anunciada às nações gentílicas de uma forma sem precedentes através da pregação do Evangelho (At 10:9-48; Ef 2:11-13).
Tiago, em sua epístola, fez referência sobre o chamado ao arrependimento do profeta Malaquias que dizia: “tornai-vos mim, e eu me tornarei a vós”; e o aplicou em sua exportação sobre a conduta dos cristãos ao escrever: “chegai-vos a Deus, e Ele se achegará a vós” (Tg 4:8; cf. Ml 3:7).
Assim, o grande objetivo da mensagem do profeta Malaquias foi convocar o povo ao arrependimento, falando sobre a importância de uma fé renovada no cumprimento da promessa sobre a vinda do Messias que julgaria ímpios e justos.


6 - Conclusão

Depois que o profeta Malaquias deixou esta esfera mortal por volta de 331 a.C, nenhuma voz profética genuína foi ouvida novamente durante quase 400 anos. Conhecemos esse período como o Período Intertestamental — o intervalo entre as dispensações do Antigo e do Novo Testamento. Sem um profeta, o povo naquela terra começou a se dividir em partidos e grupos, cada um exigindo o direito de interpretar as escrituras e de liderar o povo. O verdadeiro conhecimento de YHWH diminuiu entre esses grupos. Seguiu-se uma longa noite de confusão, que terminou quando Deus enviou um novo profeta, João Batista, para iniciar uma nova dispensação.

Glossário: 1 - Targum (do Hebraico תרגום , no plural targumim) é o nome dado às traduções, paráfrases e comentários em aramaico da Bíblia hebraica (Tanakh) escritas e compiladas em Israel e Babilônia, da época do Segundo Templo até o início da Idade Média, utilizadas para facilitar o entendimento aos judeus que não falavam o hebraico como língua mãe, e sim o aramaico. Os dois targumim mais conhecidos são o Targum Onkelos sobre a Torá e o Targum Jonatã ben Uziel sobre os Nevi'im(profetas)



Dinâmica: Dividir em 2 equipes e mediante as perguntas, preencher a lacuna. Ganha quem mais responder.


   M
   E
N
S
A
G
E
I
R

O

     1             2                 3                4               5              6                7               8               9               10


1 – Autor do livro: de Malaquias – 1ª letra – MALAQUIAS

2 – Nome de um contemporâneo de Malaquias – 1ª letra – ESDRAS

3 – Resultado da obediência aos mandamentos do Senhor – 3ª letra – BÊNÇÃO

4 – Alvo do livro de Malaquias – 1ª letra – SACERDOTES

5 – Ato cometido pelos sacerdotes que profanavam o altar do Senhor com suas vidas manchadas pelo pecado – 1 ª letra – ADULTÉRIO

6 – Um dos profetas anterior a Malaquias – 2ª letra – AGEU

7 – Nome dado a pessoa portadora da mensagem de Deus ao povo – 5ª letra - PROFETA

8 – Tribo separada para o sacerdócio – última letra – LEVI

9 – Local que foi escrito o livro de Malaquias – 3ª letra – JERUSALÉM

10 – Nome da tribo de malaquias, segundo historiadores – penúltima letra – ZEBULOM

Formam o significado do nome Malaquias: MENSAGEIRO.

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