terça-feira, 29 de agosto de 2023

Deus conhece a sua dor

 

⁸ Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver:

⁹ Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.

¹⁰ Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para sedes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

¹¹ Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.  (Apocalipse 2:8-11/ARA)

 

Introdução

 

Logo após Paulo ser decapitado por Nero, o Imperador Romano, nasce um homem chamado Policarpo.

Ainda na sua juventude, conheceu e foi discípulo de João, o apóstolo mais íntimo de Cristo, sendo mais tarde consagrado pastor e bispo de Esmirna.

Policarpo é conhecido pela tradição cristã como um grande mártir e pai da igreja, tendo seu nome registrado nos anais da história do I e II século d.C.

A igreja de Esmirna situava na Turquia, e era uma das sete igrejas da Ásia Menor às quais o apóstolo Paulo fundou junto com os discípulos.

João, na ilha de Patmos, recebe instrução diretamente de Cristo para escrever tudo aquilo que Ele ditava a cada igreja, que naquela época passava por alguma dificuldade física, moral ou espiritual.

Perceba que todas as cartas começam com Deus falando às igrejas: “conheço as tuas obras”, mas a Esmirna Deus diz: “Eu conheço a sua dor. Conheço as tuas aflições, conheço a sua tribulação”.

Naquela época, a igreja estava sendo perseguida de tal forma, que seus fiéis ao serem pegos, eram torturados em camas de espinho, jogados em caldeirões de óleo fervente, em arenas para serem comidos por feras para entreter os romanos ou queimados vivos.

Muitos se escondiam. Outros negavam a fé e se aliavam a Roma, mas existiam aqueles que lutavam bravamente diante da dor glorificando a Deus até o último suspiro.

Policarpo foi um desses.

Três dias antes da sua morte, estava orando como lhe era de costume, quando teve uma visão. Ao sair de seus aposentos, olhou para os seus amigos e disse: serei queimado vivo.

No dia da preparação da páscoa, um sábado sagrado para os judeus, bem na hora da refeição matinal, os soldados chegaram a sua casa. Policarpo abriu a porta, pediu que a família servisse aqueles soldados com alimento o quanto quisesse, e lhes pediu permissão para orar durante 1h a Deus.

Após 2h de oração, ele se levantou e se entregou aos soldados que já estavam arrependidos de irem prendê-lo.

Num jumento, escoltado pelos soldados, caminhavam até a cidade quando encontraram a carruagem do pro cônsul que era capitão da guarda local.  Este fez questão de lhe dar uma carona no intento de persuadi-lo a honrar o imperador a fim de livrá-lo da morte.

No entanto, ao negar veementemente se curvar ao imperador e negar a Cristo, o empurrou da carruagem de modo que ao cair, deslocou a perna.

Quando estava entrando no estágio, lugar que seria morto, uma voz surge do céu dizendo: SÊ FORTE POLICARPO! E todos que estavam ali ficaram assustado por ouvirem a voz.

Mas uma vez o pro cônsul lhe dá a oportunidade de negar a Jesus, mas Policarpo declara em alto e bom som: OITENTA E SEIS ANOS O SERVI, E ELE NUNCA ME FEZ MAL. COMO ENTÃO POSSO BLASFEMAR CONTRA MEU REI E SALVADOR?

O pro cônsul continuou insistindo: Não vê que as feras estão prontas para devorá-lo?! Basta negá-lo que eu te livro desta morte.

- ESTOU PREPARADO, PODE CHAMÁ-LAS.

E o pro cônsul replicou: - Já que não tem medo das feras, queimarei você vivo.

E Policarpo respondeu:

- TU ME AMEAÇAS COM O FOGO QUE QUEIMA POR UMA HORA E LOGO SE APAGA, MAS É IGNORANTE QUANTO AO FOGO DO JULGAMENTO DE DEUS QUE VIRÁ SOBRE TODOS OS ÍMPIOS.

Imediatamente o colocaram na estaca, e começaram a preparar para atear fogo.

Policarpo começa a orar a Deus em alta voz, pedindo perdão por aquelas pessoas e agradecendo pelo privilégio de poder morrer pelo Seu nome.

Ao colocarem fogo, as chamas subiam de forma que não se encostavam a ele, como que seu corpo estivesse blindado por Deus.

Ao perceber a comoção do povo e a surpresa que lhes causava, um carrasco se aproximou perfurando-o com uma adaga.

O sangue que saiu daquele ferimento foi tanto que apagou o fogo, e todos que estavam naquele estágio ficaram de pé, admirados de como aquilo poderia ter acontecido.

Após morrer, atearam fogo novamente em seu corpo e depois enterraram seus ossos.

Policarpo foi o 12º mártir da igreja de Esmirna e muitos se converteram naquele dia pelo testemunho dado perante a morte.

 

 

 

Vs. 8 - A carta deixa claro que foi o próprio Jesus quem a ditou a João. Cada palavra expressava a soberania Daquele que morreu, mas ressuscitou, e que estava vivo para anunciar o futuro a João e àquelas igrejas.

 

Vs. 9 – Jesus conhecia o sofrimento que aquela igreja estava enfrentando. Sabia de suas necessidades físicas, mas engrandecia sua fartura espiritual. Ele via quantas pessoas estavam infiltradas naquela igreja a fim de serem usadas por Satanás para corromper o corpo de Cristo.

 

Vs. 10 – Cristo prevê mais sofrimento para aquela igreja, mas a consola com uma palavra de esperança: esse sofrimento tem tempo para acabar, não será pra sempre. E aquele que vencer receberá a coroa da vida, ou seja, receberá um galardão do qual ninguém poderá tirá-lo.

 

Vs. 11 – Essa mensagem é para aquele que ouve o Espírito, e a promessa é que a morte nunca mais terá poder sobre sua vida.

A segunda morte é o sofrimento eterno afastado de Deus, em comparação a vida eterna daqueles que permanecerem fiéis a Deus.

 

 

Deus conhece a sua dor.

Ele sabe o que você está sofrendo.

Inclusive a causa do seu sofrimento.

Ele também vê quando você sofre perseguição do mundo por amor a Ele, e as vezes que pessoas que se dizem cristãs são usadas pelo Diabo para te ofender.

Mas Ele tem uma palavra de esperança para você.

EU SOU A VIDA ETERNA, E AQUELE QUE PERMENECER EM MIM ATÉ A MORTE, RECEBERÁ A COROA DA VIDA E SERÁ LIVRE DO PODER DA SEGUNDA MORTE.

 

 

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