domingo, 13 de maio de 2018

Aula 02 - Desmistificando a Bíblia - Parte II


Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Deuteronômio, 6: 6,7)

1 - Como a Bíblia chegou até nós?

a) Tradição Oral

Antes de a escrita existir, cada família transmitia oralmente a história de seu povo oralmente.
Como a escrita veio do Oriente e lá essa cultura era muito forte, foi muito fácil Moisés conhecer toda trajetória da criação do mundo até os seus dias no Egito, como filho adotivo da família de Faraó.
Dessa forma, nada lhe escapou e ele pôde escrever com perfeição de detalhes a história que conhecemos hoje.

1. Adão era da idade de 130 anos quando Sete nasceu
2. Adão era da idade de 235 anos quando Enos nasceu
3. Adão era da idade de 325 anos quando Cainã nasceu
4. Adão era da idade de 395 anos quando Maalaleel nasceu
5. Adão era da idade de 460 anos quando Jarede nasceu
6. Adão era da idade de 622 anos quando Enoque nasceu
7. Adão era da idade de 687 anos quando Matusalém nasceu
8. Adão era da idade de 874 anos quando Lameque nasceu

Lameque era da idade de 56 anos quando Adão morreu. Matusalém e Lameque puderam receber a história da criação diretamente de Adão. Lameque foi o pai de Noé. Noé foi a décima geração desde Adão. Matusalém poderia ter passado a história da criação de Adão para os filhos de Noé, Cão, Sem e Jafé, que eram da idade de 100 anos quando Matusalém morreu.
O dilúvio ocorreu no ano 600 da vida de Noé. Da criação de Adão até o dilúvio, se passaram 1656 anos. Noé viveu 350 anos após o dilúvio. Abrão era da idade de 56 anos quando Noé morreu. Sem viveu 500 anos após o dilúvio. Jacó era da idade de 48 anos quando Sem morreu.
A história da criação e o relato do dilúvio poderiam ter vindo desde Adão até Matusalém, de Matusalém até Sem; e de Sem até Jacó. Os doze filhos de Israel (Jacó) quando habitaram no Egito, conheciam a história muito bem. Moisés que escreveu o relato da criação e do dilúvio, pertenceu a terceira geração que estava no Egito.
A mensagem poderia ter vindo de Adão até Matusalém, e então para Sem, depois para Jacó, em seguida para Levi e finalmente até Moisés. Este relato poderia ter chegado até Moisés vindo de boca em boca desde Adão, caminhando assim através de cinco gerações

b) A Bíblia Impressa

Por serem muitos pergaminhos, ficou conhecido como biblios do grego – biblioteca.
Surgiu então a necessidade de juntar estes livros em um só volume. Isso só foi possível quando Gutenberg inventou a imprensa no século XVI e o primeiro livro impresso e encadernado foi a Bíblia.
Com o tempo outra dificuldade foi encontrada: um grande livro contendo 66 outros livros sendo difícil para encontrar uma passagem.
Então Stephen Langton dividiu os textos em capítulos em 1227, e o francês Robert Satephanus dividiu os capítulos em versículos em 1551
A primeira versão editada em capítulos e versículos da forma que conhecemos foi em 1555, por Robert Stevens, sendo a Vulgata latina (tradução da bíblia original para o latim).

“sabemos o que é o amor por causa disto cristo deu a sua vida por nós por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade mas fecha o seu coração para essa pessoa como pode afirmar que de fato ama a deus meus filhinhos o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa deve ser um amor verdadeiro que se mostra por meio de ações” - exemplo de como era escrito os textos originais da bíblia – 1 Jo 3:16-20.

c) Tradução em Português

O tradutor da Bíblia para o português foi João Ferreira de Almeida, nascido em Portugal no ano 1628. Converteu-se aos 14 anos, sentiu o chamado de Deus para a tradução da Bíblia e começou a se preparar ainda com 16 anos, terminando sua tradução do NT em 1644.
Foi condenado pelo Papa em 1661. Morreu em 1691 enquanto traduzia o último capítulo de Ezequiel e seu amigo Jacobus Akkercompletou terminou a tradução em 1694.


2 - Tipologia Bíblica

tipologia é um tipo especial de simbolismo. (Um símbolo é algo que representa outra coisa.) Podemos definir um tipo como um "símbolo profético" porque todos os tipos são representações de algo ainda futuro. Mais especificamente, um tipo nas Escrituras é uma pessoa ou coisa no Antigo Testamento que prenuncia uma pessoa ou coisa no Novo Testamento. Por exemplo, o dilúvio dos dias de Noé (Gênesis 6-7) é usado como um tipo de batismo em 1 Pedro 3:20-21. A palavra para tipo que Pedro usa é figura.
Quando dizemos que alguém é um tipo de Cristo, estamos dizendo que uma pessoa no Antigo Testamento se comporta de uma maneira que corresponde ao caráter ou ações de Jesus no Novo Testamento. Quando dizemos que algo é "típico" de Cristo, estamos dizendo que um objeto ou evento no Antigo Testamento pode ser visto como representante de alguma qualidade de Jesus.
A própria Escritura identifica vários eventos do Antigo Testamento como tipos da redenção de Cristo, tais como o tabernáculo o sistema sacrificial e a Páscoa. O tabernáculo do Antigo Testamento é identificado como um tipo em Hebreus 9:8-9: "Dessa maneira, o Espírito Santo estava revelando que, enquanto continuasse erguido o primeiro tabernáculo, o Caminho para o Santo dos Santos ainda não havia sido manifestado. Esse fato transforma-se numa ilustração para os nossos dias" A entrada do sumo sacerdote no lugar mais sagrado uma vez por ano prefigurava a mediação de Cristo, nosso Sumo Sacerdote. Mais tarde, diz-se que o véu da tenda é um tipo de Cristo (Hebreus 10:19-20) porque a Sua carne foi rasgada (assim como o véu durante a crucificação) a fim de proporcionar acesso à presença de Deus para aqueles que são cobertos pelo Seu sacrifício.
Todo o sistema de sacrifício é visto como um tipo em Hebreus 9:19-26. Os artigos do "primeiro testamento" foram dedicados com o sangue do sacrifício; estes artigos são chamados de "figuras das coisas que se acham nos céus" e "figura do verdadeiro" (versículos 23-24). Esta passagem ensina que os sacrifícios do Antigo Testamento tipificam o sacrifício final de Cristo pelos pecados do mundo. A Páscoa é também um tipo de Cristo, de acordo com 1 Coríntios 5:7: "Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado." Descobrir exatamente o que os eventos da Páscoa nos ensinam sobre Cristo é um estudo rico e gratificante.
Devemos destacar a diferença entre uma ilustração e um tipo. Um tipo é sempre identificado como tal no Novo Testamento. Um estudante da Bíblia encontrando correlações entre uma história do Antigo Testamento e a vida de Cristo está simplesmente encontrando ilustrações, não tipos. Em outras palavras, a tipologia é determinada pela Escritura. O Espírito Santo inspirou o uso de tipos; ilustrações e analogias são o resultado do estudo do homem. Por exemplo, muitas pessoas vêem paralelos entre José (Gênesis 37-45) e Jesus. A humilhação e subseqüente glorificação de José parecem corresponder à morte e ressurreição de Cristo. No entanto, o Novo Testamento nunca usa José como um modelo de Cristo; portanto, essa narrativa é chamada apenas de uma ilustração, mas não um tipo, de Cristo.


3 - Como Estudar a Bíblia

Para melhor entendermos as Escrituras, precisamos interpretá-la corretamente – (Ne 8.8; Lc 10.26)

a) Considerar o Todo

É preciso considerar o que toda a Bíblia diz sobre um assunto, e não se prender a textos isolados – Por isso, o Senhor vai ensinar-lhes o beabá, como se vocês fossem crianças. Então vocês tentarão andar, mas cairão de costas; serão feridos, cairão em armadilhas e serão presos” (Is 28:13).
Todas as seitas e grupos heréticos baseiam-se em interpretações isoladas de textos bíblicos. 
A revelação é progressiva, vai sendo construída desde o V.T.
“A soma das Tuas Palavras é a verdade, e cada um das tuas justas ordenanças dura para sempre”. (Sl 119.160)



b) Observar o Contexto

Um velho ditado entre os cristãos diz: “Texto sem contexto, não passa de pretexto...” 
Precisamos examinar os contextos:

▪ Bíblico – o que estava sendo tratado quando alguma afirmação foi feita; a que ela se referia; o que mais diz o texto, etc.

▪ Histórico – a quem foi escrito aquela porção; quando e porque foi escrita; qual a situação que vivia naqueles dias; etc.

▪ Compreender a tipologia.


4 - Conclusão

A Bíblia é um livro que revela Deus, e precisamos perguntar a Ele o que Ele quer dizer. Se você é um cristão, o autor das Escrituras, o Espírito Santo, habita em você e Ele quer que você compreenda o que está escrito.A bíblia não foi escrita para responder nossas interrogações, mas para transformar nossas atitudes. Ela não foi escrita para dizer como as coisas funcionam, mas para nos mostrar quem é este que faz as coisas funcionarem. Precisamos ter consciência de que Deus usou homens para escrevê-la. Estes homens tinham um tema em mente, um propósito para escrever, uma questão ou questões específicas às quais se referiam. Ler o contexto para descobrir quem escreveu para quem foi escrito, quando foi escrito e por que foi escrito, é a melhor forma de entender a mensagem das escrituras e poder absorver dela a mensagem exata que Deus queria nos enviar.
“E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensiná-las a outros”.  (2 Timóteo 2:2)




Dinâmica – Vamos Brincar de Tradutor da Bíblia (Dt 28:2-4)

Divida os participantes em grupos. Cada grupo receberá uma folha com um texto em hebraico, pré-traduzido em português, sem pontuação e com letra maiúscula.
As equipes deverão transcrever o texto pontuando e dando sentido as frases, da forma que achar correto.
Ganha o que mais se aproximar do versículo citado. Não poderão pesquisar na bíblia, nem em celular.



ואת כל הברכות יבוא עליך והם יעקפו אותך כאשר אתה מקשיב
E VIRÃO SOBRE TI TODAS AS BÊNÇÃOS AS ESTAS E TE ALCANÇARÃO QUANDO ESCUTARES

קול יהוה אלוהיך אשר בירך אותך בעיר ובירך אותך בשדה
A VOZ DE YHWH O TEU DEUS O QUE ABENÇOADO TU NA CIDADE E O QUE ABENÇOADO TU NO CAMPO

אשרי פרי הרחם שלך ופרי אדמתך ופרי חייתך.
O QUE ABENÇOADO O FRUTO DE O TEU VENTRE E O FRUTO DE O TEU SOLO E O FRUTO DE O TEU ANIMAL DOMÉSTICO

את הבשר של שוורים שלך ואת הצעירים של הבקר הצעיר שלך
A CRIA DE OS TEUS BOIS E OS FILHOTES DE O TEU GADO MIÚDO

terça-feira, 8 de maio de 2018

Moisés - O Melancólico

“Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz”. (Romanos 7:18-20)

1 – Introdução

Analítico, talentoso, perfeccionista, abnegado e com uma natureza emocional muito sensível. Desfruta muito da arte. Tende a ser introvertido. Quando está em êxtase atua de forma extrovertida. Em alguns momentos fica triste e deprimido, sabe desviar o assunto e ser divergente. Amigo fiel, mas não faz amizade com facilidade. Grande capacidade analítica. Descobre rapidamente os obstáculos e os perigos de qualquer projeto que participa.
É um pessimista nato: como vê os obstáculos, fica detido. Escolhe profissões que exigem muito sacrifício pessoal. É metódico e persistente, com isso quase sempre consegue realizar grandes coisas. Às vezes sua tendência natural de se queixar do sacrifício o leva a desistir das coisas. Negativo, pessimista e crítico. É o mais egocêntrico e sensível dos temperamentos. É rancoroso e propenso a se sentir perseguido. Temperamental, depressivo e anti-social. Costumam ser grandes escritores, artistas, cientistas, estrategistas, professores, filósofos.

2 – Moisés, o Melancólico

Muitos personagens da Bíblia demonstraram ser melancólicos, mas o mais destacado foi Moisés.
Moisés era talentoso Nm 8:4, culto At.7:22; abnegado, perfeccionista (Deus usou essa qualidade para lhe dar as Lei e os detalhes do Tabernáculo); leal (os livros da Lei, revelam isso) e extremamente dedicado, Ex.32:31-32.       
Mas sofria de um complexo de inferioridade que trazia à tona todas as fraquezas do melancólico.
Muitas vezes se deixava dominar pela ira, Nm. 20:9-12 e pela depressão, Nm.11:11-15. 
O seu encontro com o Senhor no Monte Horebe e a freqüente busca da Sua face, contudo, fizeram dele um homem cheio do Espírito Santo, um líder destemido, e tornou-se “o homem mais manso da Terra”, Nm.12:3 - Suas qualidades se destacaram e foi o grande legislador de Israel.
O melancólico Moisés nos fornece excelente material para um estado analítico do temperamento porque as Escrituras nos dão muitas informações a seu respeito. O melancólico líder de Israel ilustra claramente a diferença que o poder de Deus faz na vida de um homem. Depois de educado aprimoradamente durante quarenta anos na sede da cultura egípcia, este brilhante melancólico passou 40 anos cuidando de animais num deserto distante. Com 80 ouviu o chamado de Deus da sarça ardente, e durante os 40 anos seguintes foi um dos maiores líderes que existiu.
Como qualquer cristão dos dias de hoje, Moisés só foi produtivo para Deus porque deixou ser controlado pelo Espírito Santo.

3 - Características do Moisés Melancólico



Talentoso – em At 7:22, Estevão, 1º mártir do cristianismo, nos informa que Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. O Egito era na época o centro da civilização e ele absorveu todo o conhecimento dos egípcios sem se deixar dominar. A habilidade de Moisés em conduzir três milhões de pessoas através do deserto; como juiz e profeta reflete sua natureza excepcionalmente bem dotada.

Abnegado – os indivíduos melancólicos têm dificuldades em desfrutar do conforto ou do sucesso sem sentir alguma culpa. Têm freqüentemente a inclinação de se dedicar a causas que exijam sacrifício. Na vida de Moisés isto é visto claramente em Hb 11:23-27, seu exemplo de abnegação e renúncia é prova de que homem algum sai perdendo quando dá sua vida a Deus.

A lealdade de Moisés – um dos traços mais admiráveis do melancólico é a sua lealdade e fidelidade. Embora tenha poucos amigos, é intensamente leal aqueles que adquire. Esta característica fez com que tivesse facilidade em ser de maneira especial devotado a Deus. A devoção de Moisés cresceu durante os 40 anos no deserto. Quando os problemas surgiram, buscava direção divina e como líder deu várias provas de sua fidelidade ao Senhor (Ex 33:11). Isto não significa que Moisés era perfeito. Você encontrará diversas falhas em sua vida indicando que era muito humano, durante os anos em que serviu a Deus.

·         Complexo de inferioridade – os talentos de Moisés são negligenciados devido ao seu excessivo sentimento de inferioridade. As desculpas que Moisés deu ao Deus Todo-Poderoso quando conversaram junto à sarça ardente são um exemplo clássico da depreciação que os melancólicos fazem de si mesmos (Ex. 3:11-12; Ex. 4:1,10,13)



·         Não tenho talento – “quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”

(Ex 3:11). Moisés depreciava suas habilidades pessoais e recuava diante da idéia de colocar seus talentos à disposição do Senhor. A resposta de Deus a Moisés é válida para todos os cristãos: “Certamente Eu serei contigo”(Ex 3:12) Do que mais Moisés precisava?



·         Ninguém acredita em mim – “Mas eis que não crerão nem acudirão à minha voz” (Ex 4:1)

O medo de ser rejeitado faz parte do complexo de inferioridade do melancólico. Este temor é totalmente egoísta, e quanto mais cedo for reconhecido errado, mais depressa experimentaremos o poder transformador de Deus em nossas vidas.

·         Não sei falar em público – “Ó Senhor, eu nunca tive facilidade para falar, nem antes nem agora, depois que começaste a falar comigo. Quando começo a falar, eu sempre me atrapalho” (Ex 4:10). A resposta de Deus a Moisés é hoje tão pertinente quanto foi o passado: “Quem fez a boca do homem?… Eu serei com tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4:11). Pregar e ensinar a Palavra de Deus não tem nada a ver com eloqüência e sim com obediência. A resposta do Senhor a Moisés esclarece que o êxito espiritual é alcançado pelo poder de Deus e não pelo nosso potencial e nossos talentos.

·         A ira de Moisés – Além do medo, a ira reprimida freqüentemente espreita o temperamento melancólico. Sua incapacidade de controlar essa emoção o impediu de entrar na terra prometida (Ex 16:20; 32:19). A ira auto-indulgente desagrada a Deus e leva a graves pecados. Nenhuma pessoa compreensiva criticaria Moisés por se irritar com aquele povo ingrato, mas Deus, O Todo-Poderoso, assim o fez, pois o Senhor lhe tinha oferecido toda orientação e poder necessário.

·         A depressão de Moisés – Moisés é um dos três grandes servos de Deus que ficaram deprimidos a ponto de se desesperar e pedir a Deus que lhes permitisse morrer. Os outros dois foram Elias (1 Rs 19) e Jonas (Jn 4:1-3). De todos os temperamentos, o maior problema das pessoas melancólicas é a depressão. O relato da depressão de Moisés é dado em Nm 11:1-15. Deus jamais pediu a Moisés que suportasse a todo aquele peso de responsabilidade, os quais eram Dele. Porém Moisés cultivou de tal forma a auto-piedade que pediu ao Senhor: “Se assim me tratas mata-me de uma vez, eu Te peço, se tenho achado favor aos Teus olhos”. Lembre-se de que a reação de Moisés, face aos acontecimentos, foi o que causou a sua depressão, e não as circunstâncias em si mesmas.


4 – Conclusão

Por mais perfeccionistas que sejamos, somos falhos. Todos nós precisamos reconhecer que nossos talentos provêm do Senhor. O melancólico também precisa entender que sua abnegação – facilidade em se colocar em segundo plano de forma altruísta, não o faz melhor que qualquer outra pessoa, e que a sua lealdade não pode ser baseada naquilo que o outro faz ou deixa de fazer, mas no fato de ser a ação correta.
Fazendo assim, ele conseguirá vencer os obstáculos sem pessimismo, complexos e ira, e entenderá que os propósitos do Senhor são maiores e mais altos que os dele.


Verdade ou Consequência?


Em círculo os participantes devem estar de posse de uma garrafa que deve ficar ao centro.

Ao sinal do Coordenador, alguém gira a garrafa e para quem o bico da garrafa apontar é

perguntado: _Verdade ou Consequência? Caso ele escolha verdade, a pessoa onde o fundo
da garrafa apontou deve perguntar algo e ele obrigatoriamente deve responder a verdade.
Se ele responder consequência deve pagar uma prenda (executar uma tarefa) estipulada
pela pessoa que o fundo da garrafa apontou. A que respondeu gira a garrafa.
A pessoa que foi apontada pelo fundo da garrafa faz uma pergunta a pessoa que foi apontada pelo boca da garrafa, baseada em defeitos, qualidade e experiências de vida que ela já tenha passado, ou manda fazer uma tarefa, caso essa pessoa prefira conseqüência.

Verdades:

1 - Alguma vez você passou por alguma situação constrangedora da qual tenha se sentido inferiorizado? Se sim, o que você fez?

2 – Qual é o seu maior medo?

3 – Existe algo que você não faria de jeito nenhum?

4 – Em qual situação você sentiu o cuidado de deus de forma quase visível?

5 – O que você mais sente falta do mundo que ainda não encontrou dentro da igreja?

6 – Como foi a sua experiência com Cristo?

7 – O que você precisa mudar em seu temperamento?

8 – Qual é o seu maior defeito?

9 – Qual é a sua maior qualidade?

10 – Dos personagens bíblicos, qual você se assemelha?

Consequencia

1 – Falar um versículo da bíblia com a sua devida referencia.

2 – Cantar um hino sobre o amor de Deus

3 – Faça uma mímica – “a sarça ardente”

4 – Desenhe -  o rio se transforma em sangue

5 -  Conte quantos  feijões tem no pode contando a historia, ao mesmo tempo, a história do nascimento de Moisés

6 – Decifre este versículo:








Aula 01 - Desmistificando a Bíblia


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1:1)

1 - O que é a Bíblia

A Bíblia é o livro sagrado do Cristianismo.
Ela é o livro mais famoso e mais produzido no mundo.
Seus 66 livros foram escritos por mais de 40 pessoas, das mais diferentes profissões, culturas e nacionalidades, durante um período aproximado de 1.600 anos e em 3 línguas diferentes.
Como é dividida em duas partes, levou 1500 anos para escrever o Antigo Testamento (39 livros), e 100 anos o Novo Testamento (27 livros).
O Antigo Testamento foi escrito em Hebraico com alguns poucos textos em aramaico (2 Rs 18.26;    Dn 2.4-7.28; Ed 4.8-6.18;7.12-26; Jr 10.11  e duas palavras em Gn, 31:47)  e o Novo Testamento foi escrito em grego, salvo o livro de Mateus, em específico o “Sermão do Monte”, que alguns estudiosos afirmam ter sido escrito em hebraico.
A palavra testamento significa “aliança” ou “pacto”.
Na bíblia encontramos a origem da natureza, da humanidade, do pecado, a formação do povo de Israel e toda a sua trajetória até a vinda do messias, a formação da igreja, seu propósito e futuro.
Sua incrível uniformidade faz da Bíblia um livro singular, que embora sendo livros separados, precisam ser estudados simultaneamente, pois se completam.

“O Antigo Testamento ilustra o Novo Testamento, enquanto o Novo por sua vez explica o Antigo”.


2 - Como a Bíblia foi Inspirada

a) Teoria Mecânica ou Ditacional (Teoria Augustiniana)¹

Os defensores desta teoria acreditam que os escritores da Bíblia simplesmente colocaram no papel o que foi “ditado”, silaba por silaba, pelo Espírito Santo através de um anjo, e que não houve nenhuma participação do elemento humano no conteúdo dos textos. Os seus adeptos têm dificuldade em explicar as peculiaridades individuais, percebida, quando se compara o estilo literário de um livro bíblico com outro, tão evidente nos textos bíblicos.

“Podemos dizer que a bíblia é a Palavra de Deus, e não palavras de Deus.Porque Deus não ditou as palavras que foram escritas.”

Da mesma forma que podemos afirmar  que se a bíblia fora ditada por Deus, não haveria contradições na escrita,  e teria o mesmo estilo textual de Gênesis a Apocalipse.

¹ - Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Era filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão.

b) Teoria da Intuição (Teoria Platonista)²

Enquanto que na Teoria Mecânica a ênfase está no elemento sobrenatural, na Teoria da Intuição a ênfase está no elemento humano. Para os seus defensores os escritores bíblicos tinham apenas um conhecimento mais elevado que os demais seres humanos de suas épocas. Esta teoria defende que a Bíblia é apenas mais uma obra literária criada pelo engenho humano.

² - Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga – 428/427 a.C. Pensamento: A espiritualidade é inteligível, ou seja, é invisível aos olhos humanos e apreendida pela razão; A verdadeira espiritualidade acontece na razão humana, onde cada idéia é perfeita e totalmente humana.

c) Teoria da Iluminação (Teoria Iluminista)³

Para estes, os escritores bíblicos tiveram uma elevação da sua percepção religiosa semelhante a iluminação que todo ser humano recebe após a sua conversão, dada pelo contato com o Espírito Santo. Assim, para




esta teoria, a Inspiração diferiu apenas no “tamanho”, e não em qualidade, daquela inspiração que todo o crente tem.
Diz que Deus aumentou a capacidade humana, aumentando sua inteligência e sensibilidade com a finalidade de entender Deus. Pessoas receberam uma iluminação divina a ponto de decifrarem Deus e adivinharem tudo o que era pra ser escrito.

³ - Iluminismo foi um movimento intelectual que ocorreu na Europa do século XVIII, e teve sua maior expressão na França, palco de grande desenvolvimento da Ciência e da Filosofia. Características: Defesa do conhecimento racional (poder da razão); Deus está presente na natureza e no próprio homem; Antropocentrismo.
d) Teoria Dinâmica

Teoria através da qual se diz que se estabeleceu um diálogo entre Deus e os autores humanos, semelhante ao diálogo que temos com a nossa consciência onde os autores foram guiados em seus pensamentos, em suas percepções, supervisionados em suas leituras de fatos históricos e escreveram, numa conversa com Deus onde Deus deu liberdade para que os autores escrevessem, e respeitou a personalidade de cada um.
Homens foram impelidos pelo Espírito de Deus registrando suas impressões, e conclusões dos seus relacionamentos com Deus, suas percepções da realidade e que foram orientados, esclarecidos, supervisionados enquanto escreveram, e escreveram não as palavras de Deus, mas a verdade de Deus em suas próprias palavras, compreendendo o ponto de vista de Deus naquilo que viram ou ouviram.
Esta é a teoria mais acertada e a mais aceita pelos cristãos, é assim, que nós evangélicos acreditamos.

“Acima de tudo, porém, lembrem disto: ninguém pode explicar, por si mesmo, uma profecia das Escrituras Sagradas. Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus”. (2 Pedro 2:20-21)

“A bíblia foi escrita por pessoas, guiadas por Deus e inspiradas pelo Espírito Santo”.


3 – A História da Escrita

Os ensinamentos transmitidos nas famílias começaram a ser escritos assim que surgiu a escrita. Foram escritos em madeira, blocos de argila e principalmente em pedras (Êx 34:1, 27,28). Moisés foi o primeiro escritor da bíblia.
Devido às dificuldades de se carregar os escritos em pedras, principalmente no êxodo, começou-se a escrever em peles de animais e em papiro (casca de uma planta). Eram guardados em vasos de barro para proteger do tempo. Depois começaram a tratar o couro e costurá-lo, enrolando com duas hastes de madeira para dar firmeza e assim puderam condensar em rolos ou pergaminhos.

4 -  – De que Forma a Bíblia foi Estruturada

 

Os livros desta Biblioteca não estão dispostos aleatoriamente, mas foram bem organizados e podem ser distinguidos em grupos de acordo com o assunto, seu objetivo e forma de transmitir a mensagem.

     * PENTATEUCO: Cinco livros da lei, escritos por Moisés;
* HISTÓRICOS: Livros que relatam histórias do povo de Deus ou da igreja;
* POÉTICOS: Livros escritos em forma de poesia;
* PROFÉTICOS: Livros de profecias escritos por profetas. Os maiores são os que escreveram mais e ou profetizaram por mais tempo. E os menores foram aqueles que escreveram menos ou profetizaram por menos tempo.
* EVANGELHOS: Descrevem as palavras e atos de Jesus;
* EPÍSTOLAS: Cartas endereçadas às igrejas. O Apóstolo Paulo escreveu para igrejas específicas (dando o nome da cidade onde está a igreja) e as gerais, foram escritas por outros apóstolos (levam seus nomes) endereçadas a todas as igrejas.
* REVELAÇÃO: Descrição de sonhos e visões proféticas.




É importante saber desses grupos de livros na Bíblia para melhorar o entendimento da leitura. Você não lê um livro de poesias como se fosse um jornal, nem lê uma história como se fosse uma música. Deste modo ao ler o Pentateuco você sabe que está lendo um livro de leis e normas, os livros históricos como
experiências de vida do povo de Deus, os livros poéticos como canções e os Proféticos como anúncios de Deus através dos profetas. Assim também os Evangelhos devem ser lidos como boas novas da vinda do Messias ao mundo, o livro de Atos é um livro Histórico que conta o início da história da Igreja, as Epístolas
ou Cartas são mensagens pastorais às igrejas e o Apocalipse é um livro de Revelação sobre o futuro da humanidade.


5 – Os Livros Apócrifos

A palavra “apócrifa” significa “escrito secreto, reservado, oculto, não lido publicamente”. Os livros apócrifos não fazem parte do cânon – lista oficial de livros inspirados – da Bíblia Sagrada. O conteúdo de alguns deles pode ser considerado ao máximo como um auxílio para entender alguns detalhes históricos, não de fé.
Eles não foram aceitos pelos protestantes porque não faz parte da septuaginta e porque foi acrescentado em 1546 pela igreja católica no Concílio do Vaticano II.
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos, base para tais doutrinas e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.
Os livros apócrifos, assim como alguns capítulos e versículos apócrifos extintos da bíblia, foram escritos em grego.

São estes os livros e textos apócrifos:
·         Livros: Tobias, Judite, Sabedoria, 1 e 2 Macabeus, Baruc e Eclesiástico.
·         Capítulos: Ester, 10: 4 a 16; Daniel, 3: 24 a 90 e Daniel capítulos 13 e 14.



6 - Diferenças entre as Bíblias Hebraicas, Protestantes e Católicas:

Diferenças Básicas:
1. Torah - a Bíblia dos judeus
a) Contém somente os 39 livros do V.T.
b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata (versão Católico Romana)

2. Bíblia Protestante
a) Contém os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos.

3. Bíblia Católica
a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T.
b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são:
Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.



Responde ou Passa?


Regra: Fazer um circulo com os participantes. Passa uma caixinha com perguntas referentes a lição estudada. Durante a primeira rodada, o professor, sem olhar, manda parar... na mão de quem estiver começa.
A pessoa tira uma pergunta e tem a chance de responder ou passar para alguém de sua escolha.
Se a pessoa responder corretamente, ganha um ponto e segue a rodada. Desta vez a pessoa que respondeu a pergunta escolhe em quem a caixa vai parar.... e segue assim sucessivamente.
Ganha a pessoa que mais responder perguntas corretamente.


1 – Quantos anos levou para ser escrito o Antigo Testamento?
R: 1500 anos

2 – Em quais línguas a Bíblia foi escrita?
R: Hebraico, Aramaico e Grego

3 – O que significa a palavra Testamento?
R: Pacto ou aliança

4 – Quantas teorias existem a respeito de como a Bíblia foi inspirada?
R: Quatro teorias

5 – Qual é a teoria mais plausível e de melhor aceitação:
R: Teoria Dinâmica

6 – Qual é a divisão do Antigo testamento na nossa bíblia?
R: Pentateuco, Históricos, Poéticos e Proféticos

7 – O que são livros apócrifos?
R: Livros que possui na bíblias católicos não considerados canônicos.

8 – Qual é o nome da bíblia dos judeus?
R: Torah

9 – O que é papiro?
R: Casca de uma planta

10 – Como se guardava os escritos antigamente?
R: Dentro de um vaso




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