segunda-feira, 19 de março de 2018

Lição 15: Zacarias - Profetas Menores


Data: 521 a 494 a.C
Autor: Zacarias ( Zc 1:1)
Local: Jerusalém
Contemporâneos: Ageu e Esdras
Conteúdo: 14 capítulos e 211 versículos


“Estas são as coisas que deveis fazer: Falem a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas. E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor” (Zc 8:16-17)

1 – Introdução

O nome Zacarias é comum no Velho Testamento, e vários homens receberam esse nome naquela época. No caso do profeta o nome é muito apropriado, pois significa “Javé Lembra”, pois as mensagens que ele anunciou entre 521 e 494 a.C diziam que o povo ainda era escolhido por Deus após terem voltado do exílio.
O livro mostra que a salvação está ao alcance de todos “Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios e te darei livre acesso entre esses que aqui se encontram” (Zc 3:7). Contudo, é importante ressaltar que nem todas as pessoas serão salvas (teoria universalista), isso porque a salvação é um plano do Senhor para seu povo, e para isso é preciso estar na presença do Senhor, acreditar Nele. A salvação não está ligada a escolhas políticas ou elitistas, por exemplo, ou algo que fosse simplesmente um regimento criado por mãos humanas, leis humanas.
O profeta que viveu no mesmo tempo de Ageu, e um exemplo da influência política que foi superada pela vontade soberana do Senhor, foram a liberação de Judá e de Jerusalém de seus inimigos políticos. Esse acontecimento fortaleceu a pregação de Zacarias, que constantemente relembrava o povo que o Senhor é soberano sobre toda a terra, mesmo que as circunstâncias digam que não. Outra questão que o profeta aborda com coragem, é a passagem onde ele alerta o povo sobre falsos profetas e a desaprovação do Senhor por pastores que abandonam seu rebanho “Ai do Pastor que abandona o seu rebanho” (Zc 11:17).

2 - Quem foi Zacarias

O autor é identificado em 1.1 como Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido.
Assim como Jeremias e Ezequiel, Zacarias não era apenas profeta (1.1), mas também sacerdote. Nasceu na Babilônia e estava entre os que voltaram a Judá em 536 a.C. sob a liderança de Zorobabel e Josué. Ido, avô de Zacarias, também é mencionado entre os que voltaram (Ne 12.4,16).
Esdras identifica Zacarias como filho de Ido (5.1; 6.14). Neste caso a palavra “filho” foi usada para designar Zacarias como descendente de Ido.
Segundo Neemias, o avô de Zacarias, Ido, retornou do cativeiro babilônico com Zorobabel e Josué (Ne 12.4). Em outra passagem, Neemias coloca Zacarias no topo da família sacerdotal de Ido (Ne 12.16). Isso comprova que Zacarias era membro da tribo de Levi o mesmo que ministrou em Jerusalém como sacerdote e profeta.
Ageu e Zacarias foram profetas pré-exílicos complementares. Zacarias era o mais novo e começou a profetizar cerca de dois meses depois do breve ministério de Ageu. Enquanto Ageu chamou o povo para construir o templo de Deus, Zacarias convocou a comunidade ao arrependimento e à renovação espiritual, sofrendo ainda as amargas conseqüências do Exílio na Babilônia, onde o povo se sente desencorajado e tem dúvidas sobre a presença de Deus em seu meio.
Sua tarefa era preparar o povo para a adoração e o serviço adequado no templo. 
Ele é um dos profetas messiânicos  do AT, dando referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.

3 - Contexto Histórico

Quando Zacarias escreve suas profecias, Judá ainda é um remanescente, Jerusalém continua longe de ser restaurada, e as nações gentias ao redor estão descansadas (1.14-16). Zacarias era um profeta jovem que permaneceu ao lado de  Ageu, dando ânimo aos filhos de Israel para construírem o templo e advertindo-os a não decepcionar Deus, como seus pais haviam feito no passado.
Os judeus, outrora nação poderosa como Deus tinha planejado, eram agora um lastimável e insignificante remanescente, habitando na terra prometida apenas por cortesia de um dominador estrangeiro, já que mesmo estando em Jerusalém, continuavam escravos dos persas.
Tanto Ageu como Zacarias procuravam dizer ao povo que isso não seria sempre assim. Um dia, o Messias chegaria, e o povo escolhido de Deus atingiria o poder novamente.
Na verdade, apenas uma pequena porcentagem dos exilados voltou para Judá, e os muros da cidade continuavam em ruínas, o templo de Deus ainda era um monte de entulho (sua restauração deu-se em 516 a.C) e as nações vizinhas continuavam a atormentar os líderes de Jerusalém e a se opor aos esforços tímidos de melhorar a situação desanimadora que se encontrava a maioria dos judeus.
Em resposta a toda essa angústia, Deus levantou duas vozes proféticas para iniciar o programa de reconstrução física e de renovação espiritual de Jerusalém. Ageu foi chamado para exortar e desafiar a comunidade a reconstruir o templo. Profetizou por apenas quatro meses no ano de 521 a.C.. No entanto o povo atendeu sua mensagem e deu início a obra (Ag 2.12-15). Zacarias complementou a mensagem de Ageu no intuito de convocar o povo para o reavivamento espiritual (1.3-6; 7.8-14).


4 - A Teologia do Livro

O ensino teológico desse livro está relacionado com seus temas messiânicos, bem como apocalípticos e escatológicos.
Tratando do Messias, Zacarias predisse a sua vinda em humildade (6.12), falou de sua humanidade (13.7), sua rejeição e a traição contra ele em troca de 30 moedas de prata (11.10-13), sua morte (13.7), seu sacerdócio (6.13), sua condição de rei (6.13; 9.9; 14.9,16), sua vinda em glória (14.4), e a paz e a prosperidade perpétuas por ele estabelecidas (3.10; 9.10-12).
Esses textos messiânicos dão mais relevância às palavras de Jesus registradas em Lucas 24.25-27, 44.
Na tônica apocalíptica e escatológica do livro, Zacarias predisse o cerco de Jerusalém (12.1-3; 14.1-2), a vitoria inicial dos inimigos de Judá (14.2), a defesa de Jerusalém pelo Senhor (14.4,5), o julgamento das nações (12.9; 14.3), as mudanças topográficas em Judá (14.4,5) a celebração da Festa das Cabanas na era messiânica (14.6-19) e a santidade final de Jerusalém e de seus habitantes (14.20,21).
Profecias sobre Jesus Cristo e a era messiânica são abundantes em Zacarias. Desde a promessa de que o Messias viria habitar em nosso meio (Zc 2:10-12, Mt 1:23), ao simbolismo do Renovo e da Pedra (Zc 3:8-9, 6:12-13, Is 11:1; Lc 20,17-18), à promessa de Sua Segunda Vinda, onde aqueles que o traspassaram iriam olhar para Ele e lamentar (Zc 12:10, Jo 19:33-37), Cristo é o tema do livro de Zacarias do início ao fim.
Jesus é o Salvador de Israel, uma fonte cujo sangue cobre os pecados de todos os que vêm a Ele para a salvação (Zc 13:1; 1 Jo 1:7).


5 -  Conclusão

Deus deseja adoração sincera e vida moral de nós hoje. O exemplo de Zacarias de romper com preconceitos nacionais nos lembra que devemos alcançar todas as áreas da nossa sociedade. Devemos estender o convite de Deus de salvação às pessoas de todas as origens nacionais, línguas, raças e culturas. Elas precisam saber que a salvação está disponível apenas através do sangue derramado de Jesus Cristo na cruz, o qual morreu em nosso lugar para expiar o pecado.
Entretanto, se rejeitarmos esse sacrifício, não há outro sacrifício pelo qual possamos ser reconciliados com Deus. Não há outro nome debaixo do céu pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:12).
Portanto, não há tempo a perder, hoje é o dia da salvação (2 Coríntios 6:2).



CRUZADINHA BÍBLICA:



  1. Autor do livro
  2. Local que foi escrito
  3. Quantidade de capítulos
  4. Contemporâneo a Zacarias
  5. Teoria que diz que “todas as pessoas serão salvas
  6. Nome do pai de Zacarias
  7. Qual era a tribo do profeta
  8. Além de profeta, o que mais Zacarias era
  9. Devido as suas profecias, ficou conhecido como um profeta
  10. Tema do livro de Zacarias



sábado, 10 de março de 2018

Lição 14: Livro de Ageu - Profeta Menor


Data: 521 a.C

Autor: Ageu
Local: Jerusalém após o retorno do exílio
Alvo: Reanimar o povo e os líderes judeus
Contemporâneos: Esdras e Zacarias
Palavra-Chave: Reconstrução
Conteúdo: 2 capítulos e 38 versiculos

"A glória deste novo templo será maior do que a do antigo", diz o Senhor dos Exércitos. "E neste lugar estabelecerei a paz", declara o Senhor dos Exército. (Ageu 2:9)

1 – Introdução

Escrito entre o final de agosto e meados de dezembro de 521 a.C, cerca de 17 anos depois do retorno dos judeus do exílio, quando ainda não se completara a construção do Templo. O profeta Ageu, indicava que o povo estava se preocupando com as próprias vidas e esquecendo-se do principal - a casa de Deus. Este livro frisa a importância nas obras de Deus e que Ele deve estar sempre em primeiro lugar, na vida e nas obras das pessoas.

2 - Contexto Histórico

Por causa da persistência dos judeus em práticas que Deus aborrece principalmente a idolatria, a nação de Judá foi castigada severamente. O majestoso templo de Salomão e o resto da cidade de Jerusalém foram destruídos, e os sobreviventes da guerra contra a Babilônia foram levados ao cativeiro. Depois de 70 anos de submissão à Babilônia, os judeus receberam sua liberdade de volta quando os medos-persas derrotaram o império babilônico. Com a permissão dos persas, quase 50.000 judeus voltaram para Jerusalém com a intenção de reconstruir a cidade e o templo.
Conforme os registros do escriba Esdras, os inimigos dos judeus conseguiram embargar as obras. Durante uns 15 anos, o trabalho ficou parado. Ageu e Zacarias foram usados por Deus para repreender o povo e animá-lo a retomar as obras de construção do templo (Esdras 5:1-2). Em poucas semanas, fizeram o que não haviam conseguido fazer em mais de 15 anos!
Os dois capítulos do livro de Ageu apresentam a história em seqüência cronológica, identificando as datas conforme o reinado de Dario na Pérsia.

Capítulo 1 - corresponde ao sexto mês do reinado de Dario, e inclui a primeira mensagem de Ageu, na qual Deus repreendeu a inatividade dos judeus e mandou que voltassem ao trabalho do templo, e a reação positiva do povo em recomeçar as obras da edificação do templo.
Capítulo 2 - apresenta mais três mensagens divinas, dadas nos meses 7 e 9 do mesmo ano. Estas mensagens mostram que a glória não estava na estrutura física e sim na presença de Deus com os fieis. Mesmo se a volta das bênçãos demorasse, Deus estava observando com bons olhos o trabalho dos seus servos.
Aproveitamos de Ageu algumas lições importantes:
1) Prioridades. Ageu não falou nada sobre os processos legais dos inimigos que conseguiram embargar as obras. Por crer que Deus é maior do que qualquer poder humano, ele entendeu que o problema não estava nestes processos, e sim na negligência dos próprios judeus.
2) A verdadeira glória do templo. O segundo templo era bem mais simples do que o primeiro. Os idosos que se lembraram do primeiro (destruído 66 anos antes) ficaram decepcionados. Deus lhes assegurou que a quantidade de ouro e prata não tinha importância, pois a verdadeira glória do templo estava na presença de Deus.
3) O processo de purificação é difícil. Depois de décadas de negligência, alguns esperavam respostas imediatas aos seus problemas. Achavam que Deus cuidaria dos seus servos dando abundância imediata. Deus disse que não! Ele prometeu bênçãos, mas somente depois de serem santificados.
4) Deus protege os fieis e castiga seus inimigos. Ele prometeu habitar com Israel e abalar as nações pagãs que ameaçavam seu povo.
Ageu é um livro prático e impressionante. Menos de quatro meses depois desse profeta começar o seu trabalho, o alicerce do templo já foi colocado e o trabalho continuava. Ageu fez sua parte na declaração da mensagem divina, e o povo fez sua parte sendo obediente à palavra pregada.
3 – O Profeta Ageu

Não há qualquer referência sobre quem foi Ageu além do que é revelado em seu livro no Antigo Testamento. A única menção sobre Ageu em algum outro livro da Bíblia ocorre no livro de (Esdras 5:1; 6:14), onde ele é citado como alguém que profetizou em nome do Deus de Israel aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém.
O nome Ageu significa “festivo” ou “festival”, no hebraico. É possível que este nome tenha lhe sido dado por ele ter nascido em algum dia importante das festas judaicas.
É muito provável que o profeta Ageu tenha nascido ainda na Babilônia, e tenha ido para Jerusalém após o decreto de 539 a.C. emitido por Ciro, rei da Pérsia, o qual permitiu que os judeus retornassem à sua terra natal (2 Cr 36:22,23; Ed 1:1-4).

4 – As Profecias
As profecias de Ageu podem ser organizadas em quatro mensagens:
·         Ele chamou o povo para reconstruir o Templo, mostrando a importância de abandonarem a negligência em que estavam (Ag 1:1-15).
·         Falou sobre as bênçãos de Deus que seriam derramadas, e o potencial de uma glória maior que haveria no novo Templo (Ag 2:1-9).
·         Ressaltou as bênçãos futuras de Deus para um povo que havia se corrompido (Ag 2:10-19).
·         Profetizou sobre a promessa de Deus acerca da vitória de seu povo sobre as nações. Na ocasião, Zorobabel, neto do rei Jeoaquim, era o representante da casa de Davi.

5 - Conclusão

O Livro de Ageu chama a atenção para os problemas mais comuns que as pessoas enfrentam ainda hoje. Ageu nos pede para:

·         Examinar nossas prioridades a fim de vermos se estamos mais interessados em nossos próprios prazeres do que em fazer a obra de Deus,
·         Rejeitar uma atitude derrotista quando nos deparamos com oposição ou situação desanimadora,
·         Confessar nossos fracassos e buscar viver uma vida pura diante de Deus;
·         Agir corajosamente por Deus porque temos a certeza de que Ele está sempre conosco e está em pleno controle de nossas circunstâncias.
·         Descansar seguro nas mãos de Deus sabendo que Ele vai nos abençoar abundantemente quando o servimos fielmente.



Dinâmica de encher a garrafa de água.

Divida o grupo em duas equipes. A dinâmica se dá onde a equipe que souber responder a pergunta deverá correr e com um copo cheio de água, encher uma garrafa que estará a sua frente.
Ganha a equipe que conseguir encher primeiro a garrafa (entendendo que foi a que mais respondeu corretamente)

1 – Quem escreveu o livro de Ageu?
Ageu

2 – Em que ano o livro de Ageu dói escrito?
Em 521 a.C

3 – Qual é a palavra-chave do livro de Ageu?
Reconstrução

4 – Quantos capítulos tem o livro de Ageu?
2 capítulos

5 – Quantos versículos tem o livro de Ageu?
38 versículos

6 – A história contada no livro de Ageu, se deu quantos anos depois do retorno do povo judeu a Jerusalém?
17 anos

7 – Quantos judeus voltaram a Jerusalém com a permissão dos persas, a fim de reconstruir o templo?
Quase 50.000 judeus

8 – Quantos anos a obra de reconstrução do templo ficou parada?
15 anos

9 – Qual é o significado do nome Ageu?
Festivo ou festival no hebraico

10 – As profecias de Ageu podem ser organizadas em quantas mensagens?
4 mensagens


terça-feira, 6 de março de 2018

A verdadeira Armadura de Deus


Texto: Êxodo 28:1-3,43


“Chame seu irmão, Arão, e separe-o dentre os israelitas, e também os seus filhos Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, para que me sirvam como sacerdotes.

Para o seu irmão Arão, faça vestes sagradas que lhe confiram dignidade e honra.

Diga a todos os homens capazes, aos quais dei habilidade, que façam vestes para a consagração de Arão, para que me sirva como sumo-sacerdote.

Arão e seus filhos terão que vesti-las sempre que entrarem na Tenda do Encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no Lugar Santo, para que não incorram em culpa e morram. “Este é um decreto perpétuo para Arão e para os seus descendentes”.

A vestimenta na bíblia tem uma função além de cobrir a nudez, além de se embelezar.

A roupa pode revelar o que a pessoa é interiormente. Você concorda?


Por exemplo:
O tipo de roupa que uso revela minha personalidade – tímida, alegre, modesta, elegante, e às vezes pode mostrar até o que nós não queremos como a sedução.
Então a roupa é capaz sim de revelar algo além da aparência.

Então vamos aplicar na nossa vida espiritual:

· As ROUPAS demonstram a NATUREZA e os FEITOS de quem as usam. Na verdade, nos REVESTIMOS daquilo que REALIZAMOS.
Salmo 93:1, declara a vestimenta de Deus. Deus se veste daquilo que Ele é.

“Reina o Eterno, vestido de soberana majestade; sim, toda a força e poder o revestem! O universo está seguro e não se abalará”. (Salmo 93:1)

· Em Apocalipse 19:7-8 lemos que nas Bodas do Cordeiro a noiva estará preparada para o noivo com sua vestimenta, que são as suas obras de justiça nesta terra.

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as Bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiçados santos”. (Apocalipse 19:7-8)

(Ataviou -> adornou, vestiu-se adequadamente)

Nós sabemos que vivemos no mundo onde jaz (está morto, sepultado) no maligno (no mal), e por isso, então, precisamos estar vestidos da armadura de Deus para nos proteger contra os ataques do inimigo que podem acontecer a qualquer momento. Esta armadura está descrita em Efésios 6:10-17, onde cada peça compõem um ato de justiça da nossa parte, formando assim as nossas obras nesta terra, ou como Mateus 7:19 diz: nossos bons frutos.

Revestir-se da armadura é fundamental para a vida cristã para vencer o dia mal e sermos inabaláveis. O Diabo não tentará a Deus, ele tentará a você, e por isso você precisa está revestido.

Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.

Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça, e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.

Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as seitas inflamáveis do maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a Palavra de Deus. (Efésio 6:11-17)


1. Cinto da Verdade – O cinto ou cinturão era feito em couro grosso, cravejado em pedras e usado para prender ao redor do abdômen protegendo as partes viris do homem. Também era usado como suporte para espada, para quando esta estava em repouso.

· A verdade protege nossa descendência do mal
“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. (Jo 8:32 – NVI)

· A verdade é a base do que cremos
“Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. (Jo 14:6 - NVI)

· A verdade é a única que pode nos defender contra as mentiras de satanás
“Aqueles que são filhos do Diabo fazem aquilo que ele quer. Desde a criação nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras”. (Jo 8:44 – NTLH)



2. Couraça da Justiça – Era uma armadura defensiva que cobria o peito e as costas do soldado protegendo os órgãos vitais. A pessoa que se veste dessa couraça ela anda em justiça, suas práticas são pautadas na justiça e sua conduta é íntegra. Seu coração está guardado em Deus, e ele sabe como é o proceder de um justo nesta terra.

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida”. (Pv 4:23 – ACF)




3. Calçar os Pés – As sandálias de um soldado tinham cravos na sola para não escorregar durante a batalha, era toda em couro maleável e forte, dando sustentação e conforto aos pés. Em tempos de guerra, o soldado não desamarrava as sandálias pra nada, isso mostrava sua prontidão para a batalha. Calçar é basear, então aqui estar dizendo que nós precisamos estar baseados na prontidão do Evangelho Pleno, no original hebraico, evangelho completo, perfeito, em sua plenitude. Não podemos pregar metade do evangelho, temos que pregá-lo por inteiro.
“Venha nós o Seu reino, de que forma? Sendo feita a Sua vontade.” (Mt 6:10)
E qual é a vontade de Deus? “que ninguém se perca, mas que todos ouçam, creiam em Cristo e sejam salvos por Ele”. (Jo 6:39-40)




4. Escudo da Fé – O escudo era usado como defesa, protegendo o soldado das lanças e flechas inflamadas de seu inimigo. Durante a guerra, os soldados se juntavam para fazer um grande escudo humano, a fim de avançar contra o inimigo e tomá-lo em assalto. A fé deve ser assim na nossa vida.

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. (Hb 11:1)

“Sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança”. (Tg 1:3 – ARA)





5. Capacete da Salvação – Era todo em metal feito para proteger a nuca, a parte frontal e as laterais da cabeça do soldado durante a guerra. Somente os olhos ficavam totalmente desimpedidos.

“Dá-me novamente a alegria da tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente” (Sl 51:12 – NVI).

“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". (1 Pe 1:14-16 – NVI)




6. Espada do Espírito – Agora, você pode ter isso tudo – capacete, sandália, escudo, couraça e cinturão, mas se não tiver a espada, será alvo fácil do inimigo. Sem espada não podemos lutar, pois a espada é a única peça da armadura que é usada para defesa e ataque. É a única que impõe respeito no inimigo, é a única que pode nos colocar em pé de igualdade com o adversário e é a única que pode nos fazer vencer.
“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração”. (Hb 4:12)




Resumindo:
Quais são os atos de justiça que Apocalipse 19 fala que a igreja precisa se adornar, preparando-se para encontrar o noivo nas Bodas do Cordeiro?
· Viver na verdade
· Ser reto e justo
· Prontidão em pregar o Evangelho Pleno
· Deixar a Fé ir à frente
· Manter em mente a salvação
· Manejar bem a Palavra de Deus


Pedro - O Sanguíneo



“Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade”. (2 Pd 3:18)
1 - Introdução

Depois do Senhor Jesus Cristo, Pedro é uma pessoa que mais sobressai nos evangelhos, característica típica de um sangüíneo de chamar atenção por onde passa. Dentre os discípulos é o que deixa seus defeitos visíveis a todos. Num momento é amável e alegre, no outro assusta com suas atitudes

Mas quando Pedro experimentou a plenitude do Espírito Santo não só foi o homem de maior influência na Igreja dos primeiros tempos como se tornou um desafio para os cristãos de hoje exemplificando o que o Espírito Santo pode fazer com uma vida entregue a Ele.

2 - Como era o Pedro Antes



Pedro era um pescador, juntamente com seu irmão André; e sócio de Tiago e João, também irmãos (Lc 5:10)
Sua área de trabalho era o mar da Galiléia. Lago que fica no Norte da terra de Israel, formado pelo rio Jordão, lugar de peixe em abundância e sujeito a tempestades violentas.
Nesse mar e nas cidades adjacentes, Jesus realizou grande parte do seu ministério
Pedro morava em Cafarnaum (Mc 1: 21 e 29) e sua sogra certamente morava com ele (Mt 8:14).

Seu nome próprio no grego Simão, ou Simeão no hebraico significa famoso.

Já o nome dado por Jesus; no grego (Petros) significa pedra pequena. A mudança de nome foi para designar firmeza (Jo 1:42)
Quando Pedro se mostrava fraco ou vacilante, Jesus dirigia-se a ele pelo nome original, Simão, antes do nome que significa pedra (Simão Pedro) - (Lc  22:31; Mc 14:37; Jo 21:15)
Encontramos nos evangelhos as palavras: “então disse Pedro”, mais vezes do que a soma das palavras de todos os demais discípulos.


·         Impulsivo

“E Pedro, deixando o barco, andou por sobre as águas e foi na direção de Jesus(Mt 14:29b)



“Nesse momento, Simão Pedro, que portava uma espada, puxou-a da bainha e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita” (Lc 18:10)


·         Desinibido

“Diante de tamanho evento, Simão se prostrou aos pés de Jesus e declarou: “Afasta-te de mim, Senhor, pois sou homem pecador!” (Lc 5:8)


·         Falante

“Então Jesus interpelou: “Mas vós, quem dizeis que Eu Sou?”E, Simão Pedro respondeu: “Tu és o cristo, o Filho do deus vivo” (Mt 16:16)


“Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.

Jesus perguntou aos Doze: "Vocês também não querem ir? "Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus" (Jo 6:66-69)

·      Egoísta
“Então Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo, dizendo: — Que Deus não permita! Isso nunca vai acontecer com o Senhor!” (Mt 16:22)


·      Interesseiro

“Aí Pedro disse: — Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?” (Mt 19:27)


·      Fanfarrão (contava marra)
   “Então Pedro disse a Jesus: — Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem”. (Mt 26:33)


3 – Quem Pedro se Tornou
Pedro aprendeu que a maturidade espiritual é uma busca: Essa transformação não eliminou o temperamento sanguíneo, mas as qualidades foram realçadas e os defeitos foram obscurecidos.
·         Cheio do Espírito Santo - “E aconteceu que, colocando-se em pé, juntamente com os onze, Pedro tomou a palavra e, em alta voz, pregou à multidão reunida...e assim, todos quantos aceitaram a sua palavra foram batizados; e naquele mesmo dia juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas”. (At 2:14 e 40)
·         Constante - “... Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou; em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levante-se e ande...” (At 3:6-12)
·         Corajoso - “Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu: — Autoridades e líderes do povo! Os senhores estão nos perguntando hoje sobre o bem que foi feito a este homem e como ele foi curado. 1Pois então os senhores e todo o povo de Israel fiquem sabendo que este homem está aqui completamente curado pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré — aquele que os senhores crucificaram e que Deus ressuscitou.” (At 4:8-10). Sem exibicionismo, com uma rendição destemida e sob maior pressão, ele confessou Jesus.
·         Com Domínio Próprio - “Então chamaram os apóstolos e os chicotearam; e aí mandaram que nunca mais falassem nada a respeito de Jesus. Depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho muito alegres porque Deus havia achado que eles eram dignos de serem insultados por serem seguidores de Jesus. 42E, todos os dias, no pátio do Templo e de casa em casa, eles continuavam a ensinar e a anunciar a boa notícia a respeito de Jesus, o Messias”. (At 5:39-41)
·         Humilde - “No outro dia chegaram à cidade de Cesareia. Cornélio e os parentes e amigos mais íntimos que ele tinha convidado já estavam esperando Pedro. Quando Pedro ia entrando, Cornélio veio ao seu encontro, ajoelhou-se e curvou a cabeça diante dele. Mas Pedro fez com que ele se levantasse e disse: — Fique de pé, pois eu sou apenas um homem como você”. (At 10:24-26)

·         O espírito santo transforma o medo do sanguíneo em fé - E assim Pedro estava preso e era vigiado pelos guardas; mas a igreja continuava a orar com fervor por ele. Na noite antes do dia em que Herodes ia apresentá-lo ao povo, Pedro estava dormindo, preso com duas correntes, entre dois soldados; e havia guardas de vigia no portão da cadeia”. (At 12:1-10)

Os escritores antigos testificam que sofreu martírio mais ou menos no tempo que Paulo, nas perseguições de Nero. Orígenes diz que Pedro se sentiu indigno de sofrer como seu Mestre e, por seu próprio pedido, foi crucificado de cabeça para baixo.
Certamente foi Pedro foi vitorioso, devido à oração intercessora de Jesus por ele Jo 17. 1-26.

O que Deus fez por seu apóstolo sangüíneo, Ele fará por você, desde que esteja disposto a cooperar com o Espírito Santo permitindo que o seu poder o fortaleça em suas fraquezas”.

Teste de temperamento: http://educamais.com/teste-de-temperamento/

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