quinta-feira, 8 de junho de 2017

Quem são os samaritanos?


Os samaritanos ocupavam o país que anteriormente pertencia à tribo de Efraim e à meia-tribo de Manassés. A capital do país era Samaria, anteriormente uma cidade grande e esplêndida. Quando as dez tribos foram levadas em cativeiro para a Assíria, o rei de lá enviou pessoas de Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim para habitar Samaria (2 Reis 17:24; Esdras 4:2-11). Esses estrangeiros casaram-se com a população israelita que ainda estava dentro e em torno de Samaria. Estes "samaritanos" de primeira adoravam os ídolos de suas próprias nações, mas por terem tido que lidar com leões, pensaram que era porque não tinham honrado o Deus daquele território. Um sacerdote judeu foi, portanto, enviado de Assíria para instruí-los na religião judaica. Eles foram instruídos com base nos livros de Moisés, mas ainda mantiveram muitos dos seus costumes idólatras. Os samaritanos adotaram uma religião que era uma mistura do Judaísmo e idolatria (2 Reis 17: 26-28). Porque os habitantes israelitas de Samaria casaram-se com estrangeiros e adotaram a sua religião idólatra, os samaritanos eram geralmente considerado "meia-raças" e eram universalmente desprezados pelos judeus.


Motivos adicionais de animosidade entre os israelitas e os samaritanos foram os seguintes:

1. Os judeus, após o seu retorno da Babilônia, começaram a reconstruir o seu templo. Enquanto Neemias estava envolvido na construção dos muros de Jerusalém, os samaritanos vigorosamente tentaram atrapalhar esse empreendimento (Neemias 6: 1-14).

2. Os samaritanos construíram para si mesmo um templo no "monte Garizim," o qual os samaritanos insistiram que foi designado por Moisés como o lugar onde a nação deve adorar. Sambalate, o líder dos samaritanos, estabeleceu seu genro, Manassés, como sumo sacerdote. A religião idólatra dos samaritanos foi assim perpetuada.

3. Samaria tornou-se um lugar de refúgio para todos os foragidos da Judeia (Josué 20: 7; 21:21). Os samaritanos de bom grado receberam criminosos e refugiados judeus. Os infratores das leis judaicas e aqueles que tinham sido excomungados encontraram segurança para si próprios em Samaria, aumentando o ódio que existia entre as duas nações.

4. Os samaritanos aceitavam apenas os cinco livros de Moisés e rejeitaram os escritos dos profetas e todas as tradições judaicas.

Essas causas deram origem a uma diferença irreconciliável entre eles, de modo que os judeus consideravam os samaritanos como os piores da raça humana (João 8:48) e não tinham quaisquer interações com eles (João 4:9). Apesar do ódio entre os judeus e os samaritanos, Jesus quebrou as barreiras entre eles, pregando o evangelho da paz para os samaritanos (João 4: 6-26); os apóstolos mais tarde seguiram o Seu exemplo (Atos 8:25) .

Samaritanos Ainda Existem e Lutam para não Desaparecerem:


No começo do século 20, eles tiveram seu desaparecimento anunciado. Não havia, à época, mais de uma centena de samaritanos no mundo.

Após enganar o monstro da demografia, que os queria devorar, hoje eles são mais de 750, em duas cidadelas.

Mas esses que se dizem os verdadeiros israelitas bíblicos não baixam a guarda - a praga demográfica ainda os persegue, agora com a escassez de mulheres entre eles.

A questão é agravada pela proibição ao casamento com seguidores de outros credos.

Com isso em mente, os anciões da comunidade passaram a permitir que os homens tragam mulheres de fora do povoado e da religião para convertê-las e assim estimular a natalidade.

Eles escolheram, via agências de matrimônio, em geral russas e ucranianas --que já caminham nas ruas levando os filhos pelas mãos, conforme a Folha testemunhou.

Pouco receptivos a estrangeiros, porém, alguns membros das sete famílias que moram em Kiryat Luza, uma das duas vilas samaritanas, dizem à reportagem não estar à vontade com a solução.

"Eu nunca me casaria com uma estrangeira", diz Breeto Cohen, 20. "Quando você faz isso, sai da religião", afirma.

As mulheres procuradas pela reportagem não quiseram ser entrevistadas. Uma delas, que disse se chamar Nataly, mora na casa do alto sacerdote do vilarejo.

"Muitos não gostam [da solução]", diz Abdullah, jovem muçulmano que trabalha como guia no museu de Kiryat Luza, onde moram 350 dos samaritanos. Os demais moram em Holon, perto de Tel Aviv. "Eles preferem as mulheres samaritanas."

O universitário Rida Altif, que reclama da dificuldade de encontrar uma namorada e da competição com os amigos, está aberto à opção. "Somos humanos. Eu me casaria com uma estrangeira."

Mas a alternativa tem uma condição, diz Dan Hakam, 16. "Elas têm de seguir as tradições como a gente."


MONTE SAGRADO


Kiryat Luza ocupa o topo do monte Gerizim, um cume seco despontando entre vilarejos árabes.

A vista é estratégica - embaixo, a cidade palestina de Nablus se esparrama no vale. Táxis fazem o caminho monte acima por R$ 7. Para descer, o preço é R$ 1,50.

Durante o dia, as ruas estão vazias. Um parquinho enferruja, abandonado. Há dois mercadinhos e uma tenda para bebidas alcoólicas --para suportar o vento gelado, dizem.

É para essa montanha que todos os samaritanos rumam em dias festivos. A religião pede que ritos sejam realizados apenas ali.

Gerizim é uma das principais divergências desse grupo em relação aos judeus. Para os samaritanos, foi no monte Gerizim que Abraão se prontificou a sacrificar seu filho Isaac. "Os judeus acreditam em Jerusalém", afirma Hakam. "Mas nós acreditamos nesta montanha."



A separação entre samaritanismo e judaísmo ocorreu no primeiro milênio antes de Cristo, quando judeus foram exilados em massa na Babilônia.

A religião que eles trouxeram de volta, dizem os samaritanos, foi corrompida durante o tempo de cativeiro, e não corresponde às crenças israelitas.

"Eles se referem a si mesmos como o 'verdadeiro Israel'", diz Terry Giles, teólogo da Universidade Gannon, nos EUA, que pesquisa a Bíblia samaritana. "Eles dizem preservar a religião", afirma.

Há afinidades entre as crenças de samaritanos, judeus, cristãos e muçulmanos --são todas religiões ditas "abraâmicas". Mas, isolados entre povos em conflito, os samaritanos tentam se manter distantes dos irmãos de fé.

"Os árabes pensam que somos judeus", afirma Cohen. "Eles nos agridem."

"Eles não são gentis", diz o motorista palestino que leva a reportagem de volta à cidade de Nablus --onde nem todos contam boas histórias sobre a vila samaritana, montanha acima. Mas a rivalidade entre os dois locais ignora as pesquisas genéticas e os estudos genealógicos que apontam que a população palestina de Nablus descende em parte de samaritanos convertidos durante o Império Otomano.





Como Entender a Bíblia

Introdução:

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações”. (2 Timóteo, 3: 16 e 17)

Para começar é preciso ter essa certeza: A Bíblia é sagrada porque é a Palavra de Deus.
Deus é um Deus pessoal e gosta de intimidade. Ele se relaciona com o homem e usa muitos meios para isso, e um desses meios é a fala.
Ele tem muitas formas de falar e de se manifestar ao homem, mas a única expressão escrita da fala de Deus é a Bíblia.
Para isso, escolheu homens que pudessem escrever um livro que pudesse perpetuar Sua palavra através dos séculos. (Êxodo, 24: 4 e 5 ; Jeremias, 30:2; Jó, 32: 8; 2 Pedro, 1:21)

1 – Comece Lendo a bíblia:

Existem duas formas de leitura: a leitura de contato ou superficial, que é aquela que se faz rotineiramente; e a leitura de exploração, que é a leitura mais demorada, onde você marca e procura significados de palavras que não entendeu. Aquela leitura onde você imagina o acontecimento, como foi, onde foi, por que usou aquelas palavras e se elas aplicam a outras pessoas ou somente ao publico citado. (1 Timóteo, 4:13; Romanos, 15:4; Josué, 1:8)

2 – Por Onde Começar?

Ao contrário de muitas pessoas, prefiro começar do começo.
Indico o Antigo testamento. Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números.....
Apesar de saber que a bíblia não está na ordem cronológica, é mais fácil acompanhar os fatos e entender sua progressão.
Por exemplo: o livro de Samuel, Reis, Crônicas e Salmos, contam a história de Davi, no entanto estão separados de forma que não tem uma continuação de fatos, pois estão dissolvidos nesses 4 livros – isso uma única história.
Os livros do profeta Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, deveriam estar entremeados à Crônicas e Reis para ter uma continuidade cronológica, mas foi separado por ordem de autoria e estilo de escrita. (histórico, poético, profético)
Por isso Deus castigará vocês pela morte de todas as pessoas inocentes que os antepassados de vocês mataram, desde a morte do inocente Abel até a de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês mataram entre o Templo e o altar. (Mateus, 23:35)

O Novo Testamento é o cumprimento do Antigo, como poderei entender que Jesus é Filho de Davi se eu não sei quem foi Davi? Como entenderei que Ele foi o sacrifício definitivo se eu não sei de que sacrifício está falando? Como poderei identificá-lo como Messias se não conheço as profecias a seu respeito?
E disse-lhes: "Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Lucas (24:44)
“Então Jesus lhes disse: — Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas”.(Lucas, 24: 25 e 26)

3 – Posso Tirar minhas próprias Conclusões?

1 – A bíblia não é um livro de livre interpretação.
Acima de tudo, porém, lembrem disto: ninguém pode explicar, por si mesmo, uma profecia das Escrituras Sagradas. Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus”. ( 2 Pedro, 1: 20 e 21)
A Bíblia é livro de Deus, e precisamos perguntar a Ele o que significa. Se você é um cristão, o autor das Escrituras, o Espírito Santo, habita em você... e Ele quer que você compreenda o que está escrito.
A bíblia não foi escrita para responder nossas interrogações, mas para transformar nossas atitudes. Ela não foi escrita para dizer como as coisas funcionam mas para nos mostrar quem é este que faz as coisas funcionarem.
A bíblia é o livro que nos revela DEUS.

2 – Não leia textos isolados da Bíblia.
Deus usou homens para escrevê-los. Estes homens tinham um tema em mente, um propósito para escrever, uma questão ou questões específicas às quais se referiam. Leia o contexto para descobrir quem o escreveu, para quem foi escrito, quando foi escrito e por que foi escrito.
Uma das passagens conhecidas da bíblia que já causou muita confusão por ser isolada e mal interpretada foi:
“As mulheres devem ficar caladas nas reuniões de adoração. Elas não têm permissão para falar. Como diz a Lei, elas não devem ter cargos de direção. Se quiserem saber alguma coisa, que perguntem em casa ao marido. É vergonhoso que uma mulher fale nas reuniões da igreja”. (1 Coríntios, 14:34)
Ali as mulheres foram impedidas de falar por um simples motivo: na cidade de Corinto havia um templo pagão que cultuava a deusa Afrodite, e nesse templo havia muitas sacerdotisas. Elas raspavam a cabeças e se prostituíam em oferenda a deusa. Muitas dessas mulheres se converteram e freqüentavam a igreja de Corinto, para que elas não fossem mais identificadas como sacerdotisas pagãs e prostitutas, foi instituído o uso de véu a todas as mulheres, e no caso de alguma delas ainda não estarem totalmente convertidas, foi proibida a oportunidade na igreja para que não houvesse confusão.
Então esse texto é cultural e local. Não é aplicável a nós hoje.

3 – Faça um discipulado bíblico.
Discipular
1. É manter um relacionamento em que há transferência de valores.
2. É transferir atitudes, habilidades e objetivos.
3. É o exercício de fortalecer os seguidores de Cristo
“E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensiná-las a outros”.  (2 Timóteo 2:2)
Algumas pessoas, equivocadamente, se achegam à Bíblia com a idéia que vão depender apenas do Espírito Santo e descobrirão todas as verdades ocultas das Escrituras. Deus, através do Espírito Santo,tem capacitado pessoas com dons para ajudar a corpo de Cristo. Um desses dons espirituais é o do ensino (Efésios 4:11-13; I Coríntios 12:28). Estes mestres são dados pelo Senhor para nos ajudar a corretamente compreender e obedecer as Escrituras. Também é sábio estudar a Bíblia com outros crentes, ajudando uns aos outros a compreender e aplicar a verdade da Palavra de Deus.

Curiosidades:
Os livros apócrifos não foram aceitos no cânon bíblico como livros inspirados por Deus, mas alguns católicos defendem sua bíblia como certa por tê-los em seu uso. Duas respostas que você pode dar sobre isso sem ofendê-los e de maneiro correta:
1 – Depois que o profeta Malaquias morreu por volta de 450 a.C., nenhuma voz profética genuína foi ouvida novamente durante 500 anos. Conhecemos esse período como o período inter testamental.
O A.T. foi todo escrito em hebraico com algumas pequenas porções em aramaico (dialeto hebreu), língua dos israelitas.
Somente em 27 a.C. foi oficializada a língua grego-romana, com a expansão do império, conhecido como Período do Império Romano.
No entanto, todos os livros apócrifos que foram acrescentados ao A.T. foram escritos em grego, usando ditados e histórias que somente os romanos conheciam.
Como poderia um livro ser escrito numa língua não conhecida, usando histórias e ditados de uma época ainda inexistente para descrever a história do povo de Israel?
É como se hoje, encontrássemos rolos escritos por Paulo em inglês. Teríamos a certeza que não foi Paulo quem o escreveu, mas alguém que pudesse ter ouvido falar dele e se aventurou escrever uma obra em seu nome. Seria uma obra garantias de verdade.
2 – A igreja católica Canção Nova em 23/09/2013, registrou uma entrevista com o Padre Antônio Xavier e ele fez a seguinte declaração:
“Os livros apócrifos podem ser lidos sim, mas não como livros inspirados. A Igreja não proíbe a leitura dos apócrifos, mas não os ensina para evitar que as divergências contidas neles possam gerar confusão de fé na cabeça das pessoas. Eu, pessoalmente, desaconselho a leitura de apócrifos sem uma prévia leitura de uma boa crítica sobre eles e uma prévia leitura dos evangelhos canônicos, para evitar que se termine com as ideias mais confusas do que claras”


Aramaico é uma antiga língua semítica, cujo nome deriva do povo arameu. Difundida da Síria até a Mesopotâmia ocidental, tornou-se a língua principal da região quando os caldeus que falavam o aramaico fundaram o Império Neobabilônico.

Regiões e auge do aramaico

Antes da Era Cristã, o aramaico se difundiu por quase todos os territórios do Mediterrâneo até as montanhas da Armênia e do Curdistão.

Durante o exílio babilônico (“cativeiro da Babilônia”, em 598 a.C.), o povo hebreu aprendeu o aramaico, que superou o hebraico no uso comum e também na redação dos textos sagrados.

O auge do aramaico entre os hebreus ocorreu entre os séculos II e VI d.C. Após este período, voltou a prevalecer a língua hebraica.


(Meire Raposo – 07/05/17 – Estudo EBD)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Enquanto alguns procuram erros na bíblia e enganos nas traduções.... 
um homem sincero, com uma bíblia aberta, sem dúvida, encontrará bem depressa o que há de errado consigo mesmo". (A. W. Tozer)

Se o evangelho a qual você segue tem a bíblia apenas para lhe justificar, agradar ou beneficiar, esse evangelho não é o de Cristo e essa bíblia não está sendo lida no seu todo.
O evangelho de Cristo diz: "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me".
A bíblia, no seu todo, confronta, revela o nosso erro e nos motiva a ser melhor.
Nos ensina a tratar o nosso próximo como uma pessoa que está acima de nós, e não abaixo. A ter o bem estar do outro como prioridade. A amar sem esperar recompensa.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Exalando Deus

"Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo..." (2 Coríntios, 2:15)

Quem não gosta de um bom perfume?!
O perfume é algo muito marcante nas pessoas.
Podemos recordar de um momento, lembrar de uma pessoa, ou até mesmo, saber se alguém conhecido está por perto apenas pelo cheiro do perfume.
A palavra de Deus diz que nós somos o bom perfume de Cristo. Isto quer dizer que, exalamos Deus onde vamos, ou pelo menos deveríamos exalar...
Alguns aspectos, podem nos chamar atenção:
Perfume é algo pessoal, cada um gosta de uma fragrância e acaba se tornando conhecida por ela. Assim também nós possuimos diferentes formas de exalar Deus em nossas vidas, através dos dons e ministérios que temos podemos marcar a nossa identidade como um perfume faz.
Outra coisa importante é usá-lo na dose certa. Uma pessoa que usa pouco perfume, pode passar desapercebida pelos demais, no entanto, abusando da fragrância, pode se tornar insuportável a presença.
Assim também, devemos dosar a forma que usamos a nossa fragrância ministerial, tornando-nos pessoas atraentes e desejadas ao mundo.
Se exalamos pouco aroma em nossa vida, podemos ser taxados de alguém que não liga de estar cheiroso, é como um vendedor de perfume que exala perfume algum. Sua loja acabará não tendo clientes, pois pensarão: " Se não é capaz de deixá-lo cheiroso, por que eu compraria seu produto?"
Agora a pessoa que toma banho de perfume seu cheiro é sentido à distância, no entanto, ninguém aguenta ficar perto por um pouco mais de tempo. É como aquele cristão que só fala de Deus, de igreja, de bíblia, não possui outros assuntos e se torna pedante. Seu cheiro se torna insuportável, mesmos sendo o melhor perfume que existe.
Apesar de possuirmos em nossas vidas o bom perfume, é preciso sabermos usar na dose certa, causando impacto na chegada e saudade na despedida.
Aguce o olfato de quem se aproxima de você. Traga neles o interesse de saber o nome do seu perfume e esta fragrância se tornará cada dia mais usada neste mundo.
Você já se perfumou hoje?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Quando deixaremos de dar trabalho pra Deus e começaremos a trabalhar para Ele?! Hora de deixar meninices de lado e crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Casamento Judaico X A Bodas do Cordeiro

Jesus era judeu, e Ele fazia coisas como um judeu. Se consultarmos as leis e costumes judaicos vamos achar muitos motivos para atitudes tomadas pelo nosso Senhor.


Obviamente os costumes judaicos variavam de nação para nação e de tempos em tempos, assim como no ocidente para nós.


Os judeus têm sua maneira peculiar para o casamento, baseados na velha aliança, e o Senhor, como veremos, seguiu essas tradições e peculiaridades. Principalmente quando falava ao povo, usava a forma mais entendível da época : A PARÁBOLA.


TEXTO: MATEUS, 25: 1 - 13


Na época de Jesus, era muito comum usar histórias da vida cotidiana para trazer um ensinamento, e Jesus diariamente durante o seu ministério, falava com todas as pessoas de forma que elas pudessem compreendê-Lo.
Entre os judeus, não existia namoro, ou corte, como hoje em dia. Casamento para eles era um compromisso legal, estabelecido por contrato e, levado adiante de forma muito séria.


Quando um jovem judeu nos tempos de Jesus, encontrava a mulher que seu pai dizia que era ideal para sua esposa, ele deveria se aproximar dela com um contrato de matrimônio. Ele deveria ir a casa dela com uma proposta dando os termos pelos quais ele estava propondo o casamento. O mais importante a ser considerado no contrato, era o preço que o noivo estaria disposto a pagar. O DOTE pela noiva. Então o noivo deveria pagar esse valor a fim de demonstrar o quanto aquela noiva era importante para ele. E geralmente era um preço muito alto.


NÓS SOMOS A NOIVA DE CRISTO.
ELE DESCEU DA SUA GLÓRIA A FIM DE NOS CONHECER E AO CHEGAR AQUI, SE APAIXONOU PELA NOIVA E DECIDIU ENTRAR O QUE TINHA DE MAIS VALIOSO EM TROCA DE NOSSAS VIDAS – A SUA VIDA.


Foi assim que Deus mostrou o Seu amor por nós: enviou o seu único Filho ao mundo, para que pudéssemos ter vida por meio Dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho para que por meio Dele, os nossos pecados fossem perdoados. (1 Jo, 4: 9 – 10)


Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí. (Jr, 31:3)


Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo, 3:16)


Quando o contrato estava assinado, o noivo partia de volta a sua casa e deixava uma promessa à noiva “Eu vou preparar lugar para você”, e ele deveria retornar à casa de seu pai. De volta à casa do pai, ele deveria construir para ela uma câmara de núpcias, uma pequena suíte, na qual eles teriam sua futura lua de mel.


Devemos notar que esse era um empreendimento complexo para o noivo. Ele deveria realmente edificar um aposento separado da casa de seu pai. A suíte nupcial deveria ser linda – ninguém passa a lua de mel em “qualquer lugar”, e ali deveria haver provisões estocadas, pois noiva e noivo deveriam oferecer a todos 7 dias de banquete. Esse projeto de construção tomaria um tempo, e o pai do noivo deveria ser o juiz sobre quando a obra estaria terminada. (Nós podemos ver a lógica nisso – obviamente se fosse atribuído ao noivo, ele faria qualquer coisa e logo iria correndo buscar a garota). Mas o pai do noivo, que já havia passado por isso na vida, e estava menos ansioso, deveria dar a palavra final sobre a obra estar terminada, e liberar o noivo para ir tomar sua noiva para si.


Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo, 14:3)


“Quem sabe o dia e a hora?” A verdade é que ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho. Só o Pai. (Mt, 24: 36)


Por sua vez a noiva, estaria obrigada a esperar pacientemente. Ela deveria gastar tempo em preparar seu enxoval, e estar pronta quando o noivo chegasse. A tradição mandava que ela deveria ter consigo uma lâmpada de óleo, em caso do noivo chegar em altas horas da noite escura, pois ela deveria estar pronta para viajar de um momento para outro, assim que solicitada. Durante esse longo período de espera, ela deveria ser conhecida como “consagrada”, “separada” e “comprada por preço”. Ela era verdadeiramente uma “Senhora à espera”, mas não havia dúvida sobre o retorno do noivo. Algumas vezes o jovem poderia se ausentar por período realmente longo, mas obviamente, ele tinha pago um alto preço por sua noiva, e apesar de haverem outras mulheres disponíveis, ele certamente voltaria por sua escolhida, com a qual havia celebrado contrato.


A Noiva, nesse período de espera, deveria usar um véu, sempre que saísse de casa, a fim de que outros jovens soubessem que ela estava comprometida, e assim não se aproximariam dela com outra oferta de casamento. (Hoje a Noiva de Cristo deve se apresentar com um “véu”, “um posicionamento” – aqueles que não compreendem nossa aliança com o Senhor, tentarão nos oferecer outros contratos, que violariam aquele que fizemos com nosso Noivo. Nós devemos resistir aos que oferecem traições e aguardar por aquele que pagou o preço por nós).


“Estou a caminho. Em breve estarei de volta. Apegue-se com firmeza ao que você tem para que ninguém o distraia e roube sua coroa”. (Ap, 3: 11)


Quando o tempo ia passando, a noiva deveria convocar suas irmãs e suas melhores amigas, e todos os demais que deveriam ir com ela para as bodas, quando da chegada do noivo. E todos deveriam ter suas lâmpadas com óleo.


“Saia pelo mundo. Váa toda parte e anuncie a Mensagem com as boas notícias de Deus para todos. Quem crer e for batizado está salvo; quem se recusar a crer está condenado. (Mc, 16: 16)


Finalmente, a câmara nupcial fica pronta, e o noivo deve então convocar seus jovens amigos, para acompanhá-lo na jornada ansiosa em busca da noiva. O grande momento chegou, e o noivo está mais que preparado, disso podemos ter certeza. Ele e seus amigos deveriam entrar pela noite, tentando de tudo para fazer a maior surpresa para a Noiva.


Na casa da Noiva, as coisas deveriam estar prontas. Pra ter certeza, que a noiva teria a maior surpresa, pois o noivo tentaria chegar à meia-noite, enquanto ela dormia. Mas as lâmpadas de óleo deveriam estar prontas, e o véu deveria estar à mão. E enquanto ela dormia vestida de noiva, ela deveria ser surpreendida com a chegada do Noivo, e pronta para seguir com Ele.


“Portanto, meus amigos, isso é o que vocês devem esperar, fazendo o possível para que sejam encontrados vivendo emm pureza e paz. (2 Pe, 3: 14)
Agora, existem regras a serem observadas quanto aos sentimentos de uma mulher. O Noivo não poderia simplesmente arrancá-la de casa dormindo, pois é obvio que ela estaria dormindo com bobs nos cabelos. Na verdade, quando a turma de jovens amigos do Noivo se aproximava da casa dela, eles eram obrigados a dar a ela um sinal. Alguém naquela turma deveria dar um grito!


“Do trono veio um brado, uma ordem: Louvem ao nosso Deus, todos vocês seus servos. Todos que O temem, pequenos e grandes.O casamento do Cordeiro vai acontecer; sua esposa já se aprontou”. (Ap, 19: 5 e 8)


Quando a Noiva ouvisse aquele grito, ela saberia que seu Noivo chegou. Ela não teria tempo para nada e sua lâmpada já devia estar acesa para sair com ele. Suas irmãs e suas amigas, que quisessem assistir às bodas, também deveriam ter suas lâmpadas prontas.


“Mas cuidem para não serem absorvidos pelas obrigações diárias a ponto de se distrairem e se esquecerem de Deus. Não podemos desperdiçar as preciosas horas do dia em futilidades, preguiça, distração, brigas e disputas. Saiam da cama e vistam-se. Não desperdicem o tempo nem se demorem, esperando até o último minuto. Revista-se de Cristo e estejam preparados! (Rm, 13: 11,13 e 14)


Quando o grupo chegasse à casa do pai do noivo, os noivos deveriam entram na câmara nupcial, e trancar a porta! Ninguém mais poderia entrar.


Mas as celebrações não começavam imediatamente. Primeiro, o matrimônio deveria ser consumado. Os judeus eram um povo sujeito a muitas leis, e a lei declarava que noiva e noivo deveriam se tornar um só, antes do casamento ser reconhecido. Dessa forma – um dos amigos do noivo – que chamaríamos hoje padrinhos, deveria ficar à porta da câmara, aguardando o sinal da voz do noivo. Quando o matrimônio fosse consumado, o noivo deveria anunciar ao padrinho à porta, e este deveria anunciar as boas novas aos convidados. Então as comemorações começavam, e deveria durar toda a semana!


O dia do casamento judaico para os noivos é como um Yom Kipur pessoal (Dia do perdão).


A tradição nos diz que neste dia Deus perdoa completamente ambos pelas transgressões cometidas em suas vidas, para que possam começar suas vidas de casados em um estado totalmente puro.


Então Deus enxugará de nossos olhos toda a lágrima. A morte não existe mais, nem o choro e nem a dor. Aquele que É está entronizado e eis que tudo se fez novo. E Ele dirá: Eu sou o Alfa e o ômega, o princípio e o fim. Aos vencedores, darei tudo isso por herança. Eu serei o Deus deles e eles serão meus filhos para todo sempre. (Ap, 21: 4 – 6)


Então o anjo nos mostrará o Rio da Água da Vida, brilhante como cristal. Ela flui do trono de Deus direto para o meio da rua. A Árvore da Vida está planta em cada um de seus lados e produz doze frutos, um tipo por mês. Suas folhas servem para curar as nações. Nunca mais haverá maldição. O trono de deus está no centro. Nós prestaremos culto a Deus, e quando O adorarmos, Seu reflexo será visto em nosso rosto. Nunca mais haverá noite, e nem será preciso lâmpadas o luz do sol, pois o brilho do Senhor será toda a luz que precisaremos e com Ele governaremos para todo o sempre. (Ap, 22:1 – 5 )


Esta é a cerimônia completa do casamento judaico na época de Cristo, em toda sua glória.






Meire Raposo – 09/04/17

segunda-feira, 10 de abril de 2017

João 5: 1-18

Era Festa de Páscoa em Jerusalém, e Jesus estava indo para lá. Porém, em seu caminho, estava um lugar muito famoso, um monumento de riqueza e prosperidade daquela cidade. Esse monumento media 110 m de comprimento, 40 m de largura e 23m  de profundidade. Uma colunata de 5 pórticos cercava as águas. No entanto, seus visinhos não eram os ricos e turistas daquela época, mas pessoas enfermas e miseráveis.
Este lugar era o Tanque de Betesda.
Uma fonte subterrânea fazia com que aquele enorme tanque borbulhasse ocasionalmente. As pessoas acreditavam que as bolhas eram causadas pela movimentação das asas de um anjo. Acreditavam também, que a primeira pessoa que entrasse naquela água após o "anjo" tê-la tocado, seria curada.
Será que a cura realmente acontecia?! 
Na verdade, encaro este tanque como um REFÚGIO de parentes sem amor, que iludiam seus doentes deixando-os lá até a sua morte. 
Era uma forma de se livrarem de um fardo sem "culpa", pois ilusoriamente, seus enfermos se sujeitavam a morar ali à espera de um milagre.
E falando nisso, por que Jesus só curou um paralítico dentre tantos doentes!?
Jesus demonstrou que a cura não estava ali, mas na fé que depositavam em Deus.
Ate que Jesus entra em cena.
Ele não somente cura aquele enfermo, mas dá a chance de todos os outros O seguirem, e provarem a verdadeira cura Nele.
Será que você escolheria seguir o Mestre, ou continuaria sentado à espera de um milagre?!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Ladrão da Cruz

Muito se tem falado sobre a oração do ladrão penitente na cruz ao lado de Jesus. Mas, será que devemos esquecer aquele que não orou? Ele não ofereceu nenhum pedido. Ele também, podia ter pedido misericórdia. Ele também podia ter pedido a Jesus para lembrar dele no novo reino. Mas, ele não o fez. Ele não ofereceu nenhuma oração de arrependimento. E Jesus não exigiu.
Jesus deu aos dois criminosos a mesma escolha. Um pediu “lembra-te de mim.” O outro falou nada. Há ocasiões em que Deus envia um trovão para nos mover. Há vezes em que Deus envia bênçãos para nos atrair. Mas há outras também quando Deus só envia silêncio, enquanto honra a nossa liberdade de escolher onde passaremos a eternidade.
(Max Lucado)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Oséias, 4:6

"Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. "Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos".

Sabe porque muitos cristãos têm sido enganados?

1 - A maioria é analfabeto, biblicamente falando, não estuda a palavra, nem ao menos lê.
2 - Quando cita um versículo, mal tem a curiosidade de ler a passagem inteira para entender o que este está falando.
3 - Desconhecem o enredo da passagem, não procuram saber quem escreveu, para quem escreveu, por que escreveu, e quais foram as circunstâncias que levaram aquela pessoa escrever.
4 - Não têm discernimento do que foi contextual e direcionado para um público específico e do que é direcionado a todos.
5 - Aceitam sem questionar qualquer passagem bíblica que forja ou embasa heresias e crenças, pelo simples fato de estar na bíblia, sem olhar nenhum desses requisitos citados acima.

Caminhamos de mal à pior.

terça-feira, 4 de abril de 2017

"Se algum dia você for surpreendido pela ingratidão ou pela injustiça, 
não deixe de crer na vida, 
não deixe de ser um exemplo, não deixe de amar 
e não deixe de se construir pelo trabalho." 
(Adélia Braga Raposo)

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