quinta-feira, 29 de junho de 2017

Lição 04 - Profetas Menores: Obadias

Autor: Obadias
Data: 845 a.C.
Escreveu para: Edom (edomitas)
Contemporâneos: Elias e Eliseu

“O povo de Deus, vitorioso, subirá o monte Sião e dali governará o povo de Edom. E o Senhor será o Rei”. (Obadias, 21)

Introdução:
Obadias é um livro peculiar. Ele é o menor livro do Antigo Testamento, e seu profeta não deixa pista nenhuma de sua identidade. Seu nome significa “servo de Deus”, nome muito comum em sua época, o que provavelmente, confunde muitos pastores em sua interpretação quanto a datação de seu livro.

1 – Quem foi Obadias?
Existe uma coletânea de livros sagrados dos judeus chamado Talmude, neste livro consta que Obadias foi um mordomo chefe (ou administrador, governador) encarregado do palácio do rei Acabe e Jezabel (1Rs 18:3-16). Desde jovem, Obadias era temente a Deus. Seu compromisso com o Senhor ficou evidente quando, durante a perseguição promovida por Jezabel aos profetas, ele escondeu cem profetas em duas cavernas.
Durante uma seca, ele foi enviado por Acabe para procurar pastagens para os cavalos e mulas reais, e acabou se encontrando com o Profeta Elias. Depois desse encontro, Obadias conseguiu arranjar um encontro entre Acabe e Elias no monte Carmelo, no episódio que ficou conhecido pela morte dos profetas de Baal.
Apesar desta afirmativa dividir opiniões entre os teólogos cristãos, prefiro aceitá-la por constar nos escritos judaicos, na bíblia escrita em ordem cronológica e porque, entre os escritos do profeta, havia  um selo do rei Acabe, enquanto a outra versão consta em um livro apócrifo chamado 1 Esdras. (Datada em 586 a.C. quando Nabucodonozor invade Judá)

2 – Quem eram os edomitas?
Edom era o povo descendente de Esaú, irmão de Jacó, patriarca de Israel. A rixa entre os irmãos começa na venda da primogenitura de Esaú (Gn, 25:27-34), à maneira que Rebeca engana seu marido Jacó a fim de entregar as bênçãos ao seu filho Jacó (Gn, 27). Mesmo que os irmãos tenham se encontrado e feito as pazes (Gn, 33), as nações se tornaram inimigas.
·         Edom impede a passagem de Israel para a terra prometida (Nm, 20:14-21)
·         Davi conquista Edom (2 Sm, 8:13-14)
·         Edom ataca Judá várias vezes (2 Cr, 21: 8-10; 28:17; Ez, 25:12)
·         Amazias ataca Edom e  mata 20 mil homens (2 Cr, 25: 11-12)
Antes do nascimento de Esaú e Jacó, Deus já havia anunciado que Esaú serviria a Jacó (Gn, 25:33). Entretanto, na revelação de Deus por meio da bênção de Isaque, já se considerava a rebeldia da nação que se originava com Esaú. Essa parte da bênção de Isaque é mais bem traduzida pela NVI: “Mas quando você não suportar mais, arrancará do pescoço o jugo”. (Gn, 27:40)
A descendência de Esaú nuca saiu da  mercê da soberania de Deus. Resultado disso é o julgamento de Edom no dia do Senhor e o estabelecimento do reino de Deus também sobre Edom (Ob, 15-21).

3 – Obadias e o Novo Testamento:
A principal relação entre o livro do profeta Obadias e o Novo Testamento está na permanente relação conflituosa entre Edom e Israel. O historiador judeu Flávio Josefo aponta Herodes como um idumeu, descendente de Edom. Comentaristas bíblicos destacam  que o fato dele querer matar Jesus ainda bebê (Mt, 2:16) marca a oposição do edomita ao Messias, que encarnava tudo o que significava Israel.
Além disso o apóstolo Paulo usa o caso de Esaú e Jacó para mostrar que a eleição de Deus não depende de descendência, mas da graça do Senhor (Rm, 9:6-13).

4 – Conclusão:
Obadias nos mostra que, assim como Edom, mesmo que rejeitemos a vontade de Deus, ainda estamos submissos à Sua soberania. Ser indiferente para como sofrimento dos outros, assim como Edom foi com o de Israel, também é rejeitar a vontade de Deus, que nos chama para viver em amor. Por mais que víamos para nós, no fim, teremos de responder a deus sobre o que fizemos com a vida dada por Ele.

Curiosidades:
1 - Cumprimento

Outros profetas como: Isaias, Jeremias e Ezequiel, profetizaram contra Edom. Em 582 a.C, quatro anos após a destruição de Jerusalém, o povo edomita foi quase que totalmente exterminado pelos babilônios. Os edomitas que restaram foram obrigados a viver no sul de Judá. Eles desapareceram durante as guerras judaico-romanas. Em 70 d.C, já não se tinha notícias dos filhos de Edom. 

2 – As nações atuais:
·         Amonitas e edomitas: Centro, sul e norte da Jordânia (Amonitas descendentes de Ló caso incestuoso com filha caçula)
·         Hagarenos : O Líbano (descendentes de Agar, mãe de Ismael. Provavelmente outros filhos que teve após ter sido expulsa por Abraão e Sara)
·         Ismaelitas: Os Árabes (descendentes diretos de Ismael, filho bastardo de Abraão com Agar)
·         Moabitas: O Iraque (também descentes de Ló, relação incestuosa com sua filha primogênita).

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Avaliação Profetas Menores


Livro de Oseias:


1 – Quais são os profetas maiores?
Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel
2 – Os profetas são divididos em duas categorias, quais são?
Maiores e Menores
3 – O que é um profeta?
É o porta voz de Deus para um povo a fim de anunciar algo vindouro.
4 – Quem são os profetas menores?
São livros que eram considerados um único livro e chamado de “os doze” na bíblia hebraica. Agostinho colocou esse título por causa da pouca extensão de seus escritos.
5 – Oséias foi profeta em qual reino? Norte ou Sul?
Reino Norte
6 – O casamento de Oséias ilustrava a profecia de Deus ao povo, por quê?
Deus manda que ele se case com uma prostituta para mostrar o quanto Israel havia se prostituído com a idolatria. Ela o abandona e vira escrava, mostrando o quando o povo se rebelou contra Deus e foi escravizado pelo pecado. Ele a compra de volta e restaura seu casamento, referindo àquilo que Cristo faria na cruz por nós.
7 – Qual nome do primeiro profeta menor da bíblia?
Oséias
8 – Por causa dos pecados de Salomão, Israel foi dividido em dois reinos. Quais são e quais os seus nomes, respectivamente?
Norte- Israel, Sul – Judá
9 – O reino de Israel ficou com quantas tribos?
10  tribos
10 - O reino de Judá ficou com quais tribos?
Judá e Benjamin.

Livro de Joel:

1 – O profeta Joel escreveu para qual reino?
Reino Sul, Judá.

2 – O livro de Joel tem dois objetivos, quais são?
Histórico e profético
3 – Qual nome do apóstolo que cita Joel no Novo Testamento?
Pedro em Atos 2
4 – Na profecia de Joel, ele falou de quatro tipos de gafanhotos. Quais eram?
Cortador, Migrador, Devorador e Destruidor
5 – Qual o nome do gafanhoto que é capaz de sugar a seiva da planta e matá-la com seu veneno e pode infectar o agricultor?
O gafanhoto destruidor.
6 – Qual o significado do nome Joel?
O Senhor é Deus
7 – Cite o nome do profeta contemporâneo a Joel:
Amós, talvez Elias e Eliseu.
8 – A afirmativa: o Dia do Senhor é um tempo em que Ele virá ao encontro do Seu povo com bênção ou juízo. Está certo ou errado?
Certo
9 – Qual o nome do vale citado por Joel em sua profecia, onde deus virá com juízo?
Vale de Josafá ou Vale da Decisão
10 – Quantos capítulos têm o livro de Joel?
Três

Livro de Amós:

1 – Qual era o ofício do profeta Amós?
Pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor de figos
2 – Amós profetizou para qual reino?
Reino Norte, Israel
3 – O ministério de Amós ocorreu durante o reinado de qual rei?
Jeroboão II
4 – Complete: Amós é reconhecidamente um profeta...
Visionário

5 – Qual fenômeno da natureza ocorreu 2 anos antes de Amós profetizar?
Um terremoto
6 – Quantas visões Amós teve?
Cinco
7 – Quantas das visões de Amós não chegaram acontecer, e por quê?
Duas. Porque Amós intercedeu a Deus pelo povo que já sofria muito.
8 – Cite pelo menos 3 visões das cinco de Amós teve:
Gafanhotos, Fogo destruidor, Cesto de frutas, do prumo e  do Templo
9 – A mensagem do profeta Amos foi citada por quem no Novo Testamento?
Jesus e Tiago (Mt, 7:15-27 e Tg, 2)
10 – Em que se assemelham os tempos de Amós aos nossos?

Corrupção, impostos altíssimos, opressão aos pobres, idolatria e o distanciamento do povo com Deus.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Nova Ditadura

Muitos falam de avanços, conquistas, mas em pleno século XXI e vivemos uma Ditadura Global. 
É a mídia ditando os padrões de beleza e induzindo adolescentes e jovens, homens e mulheres, à padrões que seu corpo não se adéqua, que seu bolso não alcança e que sua mente não controla a ponto de levá-los ao suicídio.
É a ditadura do politicamente correto, onde a liberdade de expressão foi presa na prisão do falso conceitualismo, taxando certo como errado e proibindo a democracia dos seus direitos.
É a ditadura da falsa educação, onde os pais perdem o direito para um estado opressor, de educar os seus filhos e ensiná-los em seus padrões de moralidade.
É a ditadura do comunismo, onde todas as religiões são oprimidas caso "aquela" que os poderosos querem implantar, não seja aceita como boa.
É a ditadura da falsa liberdade...
No dia que o pai não puder ensinar seu filho conceitos cristãos e a moral de conduta de sua família;
Quando eu e você não pudermos vestir a roupa que queremos sem ser taxados de careta;
Ter liberdade de escolher ser marombados ou simplesmente estar acima do peso por dificuldade hormonal;
Expressarmos nossa opinião sem ser taxados de "fóbicos" qualquer;
Mudar de vida e conceitos sem sofrer retalhação da sociedade.
Não precisar dar explicação do porquê não sou feminista, petista, ativista ou qualquer outro tipo de "ista" que houver....
Nesse dia eu direi: Somos uma sociedade livre.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Lição 03 : Profetas Menores - Amós



Autor: Amós 1:1 identifica o autor desse livro como sendo o profeta Amós.
Data: Seu livro foi escrito aproximadamente em 760 a.C.
Escreveu para: Profetizou para o Reino Norte (Israel), 40 anos antes do cativeiro Assírio.
Contemporâneos: Profetizou na mesma época que Jonas e Oséias (no reino Norte - Israel) e Isaías e Miquéias (no reino Sul - Judá)

“Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas." (Amós, 3:7)

1 – Introdução:

Amós é um pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor de figos na aldeia judaica de Tecoa, quando Deus o chama. A missão de Amós foi direcionada para o seu vizinho do norte, Israel. Suas mensagens de iminente ruína e cativeiro para a nação por causa de seus pecados foram amplamente ignoradas, porque estavam vivendo os melhores tempos desde os dias de Salomão, quanto à sua expansão territorial, à paz política e sua prosperidade nacional. No entanto, o povo se afundava na idolatria, na imoralidade e opressão aos pobres, o que muito desagradava a Deus.
O ministério de Amós ocorreu durante o reinado de Jeroboão II em Israel e Uzias em Judá.
Seu nome do hebraico significa “carregador de fardos”.
O profeta Amós é reconhecidamente um profeta visionário. Ele via suas mensagens a respeito de Israel, o reino norte. Profetizou durante os dois anos que antecederam o terremoto. Algo que a arqueologia apresenta evidencias e Zacaria, depois de 200 anos, faz mensão em seu livro (Zc,14:5), fornecendo mais indício da enormidade da catástrofe.

2 - As Visões:

1. Visão de desolação causada por gafanhotos (Am, 7:1-3) - O profeta intercede e Deus adia o julgamento.

2. Visão de fogo destrutivo (Am, 7: 4-6) - Amós novamente intercede e Deus adia o julgamento.

3. Visão do prumo. (Am, 7: 7-9) - Deus testará Israel com um prumo; não há mais desculpa para Israel. Desta vez Amós não intercede mais.

4. Visão do cesto de frutas. (Am, 8 :1-3) - Indicando que o fim de Israel está próximo. O país já esta maduro para o julgamento. Amós também não intercede mais.

5. Visão do Templo. (Am, 9:1) - O próprio Deus volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque se tornou um lugar de culto sem sentido.

Amós não intercede na terceira visão em diante porque não se trata dos agricultores mais, que já eram oprimidos pelo reino, e sim do povo urbano.

O livro termina com uma mensagem de que, apesar de Deus castigar a Israel, Deus irá restaurar a nação, quando ela se voltar a Deus.


3 – A Mensagem Contemporânea

Ao lermos o livro de Amós, podemos observar que a conduta do povo israelita não é muito diferente da sociedade em que vivemos hoje. Podemos começar com a extravagância da alta sociedade, com suas festas, roupas e carros luxuosos, enquanto há pessoas que não tem o que comer. Pessoas prejudicam outras por estarem numa posição superior. Outros em busca de lucros em seus negócios exploram sem escrúpulos seus empregados, parentes, irmãos e vizinhos. Hoje existe a auto-suficiência, um viver sem a ajuda de Deus. Vemos também nos países onde existem guerras pessoas são torturadas sem piedade. É tão comum as promessas não serem cumpridas principalmente dos nossos governantes.
Todas essas praticas são resultado de uma religião formalista, a maioria das pessoas diz ser cristãs, mas só o são dentro das quatro paredes do templo. Oferecem seu culto, fazem suas orações, cantam, mas não passa disso. O que Deus quer é misericórdia e não sacrifícios.

4 - Cumprimento de Amós ante o NT:

A mensagem de Amós é vista mais claramente nos ensinos de Jesus e na epistola de Tiago. Ambos aplicaram a mensagem do profeta, mostrando que a verdadeira adoração a Deus não é observância meramente formal da liturgia religiosa: é o "ouvir" e o "praticar" a vontade de Deus, é o tratamento justo e reto ao próximo (Mt 7.15-27; 23; Tg 2).
Além disso, tanto Amós quanto Tiago, enfatizam o princípio de que "a religião verdadeira exige comportamento correto". Finalmente, Tiago cita Am 9.11,12 no concilio de Jerusalém (At 15.16-18), onde inclui os gentios na igreja.

5 - Conclusão:

 Às vezes pensamos que somos um "apenas"! Somos apenas um vendedor, apenas um agricultor, apenas uma dona de casa. Amós seria considerado um "apenas". Ele não era um profeta, um sacerdote ou um filho de um dos dois. Ele era apenas um pastor, um pequeno empresário em Judá. Quem iria escutá-lo? No entanto, ao invés de inventar desculpas, Amós obedeceu e tornou-se a voz poderosa de Deus para mudança.

Deus tem usado vários "apenas" como pastores, carpinteiros e pescadores em toda a Bíblia. Independente do que você seja nesta vida, Deus pode usar você. Amós não era muito. Ele era um "apenas". "Apenas" um servo de Deus. É bom ser um "apenas" de Deus.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lição 02 - Profetas Menores - Joel

Autor: O Livro de Joel afirma que o seu autor foi o profeta Joel (Joel 1:1).

Data: O livro de Joel provavelmente foi escrito entre 835 e 830 a.C.


Escreveu para: Reino Sul (pré-exílio)

Contemporâneos: Amós, e talvez, Elias e Eliseu

"E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões." (Joel, 2:28)

Biiografia:

O nome Joel signifca “o Senhor é Deus’. Joel profetizou durante o tempo de Joás rei de Judá (2 Reis, 12) e exerceu seu ministério em Jerusalém. Ao ler o livro podemos perceber que Joel era judeu e que demonstrava possuir um profundo conhecimento sobre a vida no campo, ou seja, constantemente utilizava ilustrações do campo na comunicação de sua mensagem: cesto de figos, seca, ramo de amendoeira.
O foco do livro é duplo: (1) O problema real e prático, no presente, sobre o que fazer com a praga de gafanhotos (1:1-2.27); e (2) O Dia do Senhor, no futuro, do qual a praga é um sinal (2:28-3:21)

1 – Introdução:

O Livro de Joel tem dois objetivos: histórico e profético. 
O objetivo histórico era chamar a nação de Judá ao arrependimento como uma reação adequada aos julgamentos do Senhorcom os gafanhtos e estiagem, para que uma calamidade mais devastadora não viesse sobre eles.
O objetivo profético era apresentar o futuro do senhro, no qual ele dominará os pagãos e libertará o seu povo para habitar com Ele.
A praga de gafanhotos jamais vista antes foi somente uam antecipação daquele futuro Dia do senhor. assim Joel també traz uma mensagem urgente para a igreja hoje de que o pecado atrai o inevitável juízo divino, enquanto o arrependimento traz bênçãos materiais, espirituais, temporais e eternas.

2 – Propósito do Livro:

A nação de Judá, o cenário para o livro, é devastada por gafanhotos. Essa invasão de gafanhotos destrói tudo - os campos de trigo, as vinhas, os jardins e as árvores. Joel descreve simbolicamente os gafanhotos como um exército humano marchando e enxerga tudo isso como julgamento divino sobre a nação por seus pecados. O livro é destacado por dois grandes eventos. Um deles é a invasão de gafanhotos e o outro é a efusão do Espírito. A realização inicial deste evento é citado por Pedro em Atos 2 como tendo acontecido no dia de Pentecostes.

3 – Explicando o Texto:

“ O que deixou o gafanhoto cortador, comeu o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu o gafanhoto devorador; o que deixou o gafanhoto devorador, comeu o gafanhoto destruidor”. (Joel, 1: 4)
Joel fala de 3 fases do gafanhoto, e seu modo de destruição, descrevendo de maneira clara a ação dos gafanhotos nas plantações.
O gafanhoto cortador assola a plantação, cortando-lhe as folhas. O devorador já age com poder contra a força de sua produção tornando-a estéril. E o destruidor corrói o tronco até matá-la.

CORTADOR - É o gafanhoto ainda em lagarta que entra na lavoura e faz dela a sua habitação. É uma praga violenta. Ele tem o poder de cortar parte do fruto deixando estragado. É como uma fruta bichada q eu vai contaminando toda a plantação.

O GAFANHOTO MIGRADOR - Este tipo de gafanhoto está em fase de crescimento e por isso viaja em bandos em busca de alimentos. Quando acabam de comer em um lugar, logo passam para outra plantação. Este tipo de gafanhoto vem, destrói e vai embora.

O GAFANHOTO DEVORADOR - Este tipo de gafanhoto está na fase adulta e reprodutiva, alimenta-se muito mais porque tem o objetivo de colocar seus ovos na lavoura. Ele vem, come o fruto e deixa suas larvas, que são imperceptíveis até que essas comecem a também destruir o que sobrou da plantação.

O GAFANHOTO DESTRUIDOR - Este é o pulgão. É o filhote que eclodiu dos ovos deixados pelo devorador. Ele suga a seiva da planta e é capaz de matá-la com seu veneno, que além de infectar a planta pode infectar o agricultor (Ap, 9:3)

4 – O Dia do Senhor:

Basicamente, o “Dia do Senhor” é um tempo em que o Senhor vai ao encontro do Seu povo com juízo ou bênção, ou com ambos ao mesmo tempo.
Para ler e entender a Bíblia, precisamos nos distanciar do nosso pensamento ocidental,  tentar captar a maneira judaica de raciocinar e de se comportar. Se não fizermos isso, não conseguiremos compreender muitas das coisas que as Escrituras dizem. Por exemplo, é importante levar em conta que o dia judaico começa à noitinha, com o pôr-do-sol. Portanto, primeiro vem um tempo de escuridão para depois raiar a luz.
Esse é um espelho exato da maneira com que Deus lidará com Seu povo: primeiro virá o juízo (a escuridão) e depois a bênção (a luz). Primeiro virá para Israel o tempo da Tribulação, e depois o Milênio. No final do tempo de tribulação haverá a grande e terrível batalha do Armagedom, descrita no Apocalipse (Ap 16.16). É justamente essa batalha que Joel, como profeta, antevê e prediz no capítulo 3.2,9-14. Ela culminará no vale da Decisão, como o chama Joel, que é o vale de Josafá.
Não pode ser equiparada nem com a luta do início da Tribulação, quando o rei vindo do Norte (Ez 38-39) se levantará contra Israel. No final dessa grande batalha Jesus, o Cordeiro, julgará a partir de Sião e colocará um ponto final no conflito. É disso que fala Joel 3.14,17

Conclusão:

O livro de Joel nos ensina sobre o arrependimento genuíno que gera restauração.
Hoje, como igreja, precisamos invocar o nome do Senhor trazendo cura para nossa nação e gerando conversões genuínas para o Reino de Deus.
Que o Espírito Santo venha avivar o Seu povo para esta nobre função.
Estamos vivendo um colapso humano.
São valores invertidos, conceitos pre moldados por uma sociedade pervertida, desestruturada e decadente.
O senso de justiça perdeu espaço para a esperteza, a vingança e a autopromoção.
Valores morais são convertidos à imoralidade.
O determinismo dita a ordem e a conduta das pessoas são abaladas.
Vivemos um presente frágil com um futuro incerto dos padrões antigos.
Sociedade mutante, de mentes idiotizadas e sem estruturação.
Até onde veremos tudo isso de longe de braços cruzados?!
Até que ponto terá que chegar pra tomarmos uma posição?!
Certamente muitos culpam Deus mas escondem seus delitos, outros O procuram apontando a culpa do irmão.
E pensam: é a nova era da sociedade, dias melhores virão.
Mal sabem que a desordem implantada causará consequências, que a geração futura não está sendo preparada pra enfrentar.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Que nós possamos nos voltar a Deus.
Quem sabe ainda haja esperança de conversão para essa sociedade...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lição 1 - Profetas Menores: Oséias



Autor: Oséias (profeta pré-exilio)
Data: Viveu entre 780 e 725 a.C, e escreveu o livro em 740 a.C.
Escreveu para: O povo de Israel – Reino Norte
Contemporâneos: Amós, Isaías, e Miquéias

Introdução:
Pra entender a história de Oseias, precisamos saber um pouco da época em que ele viveu. Naquele tempo o povo de Israel foi divido em dois reinos (norte e sul). No reino sul, existiam pessoas fiéis a Deus, mas no reino do norte, a maioria preferiram se voltar aos deuses pagão dos países vizinhos, se esquecendo dos mandamentos de Deus. E por causa disso, Deus estava enviando os assírios para atacá-los e escravizá-los. Mas mesmo no Seu julgamento, deus os amava e queria dá-los oportunidades de arrependimento, e por isso enviou Oseias.

1 - Quem são os Profetas Menores?

São livros que eram considerados um único livro e chamado de os doze na bíblia hebraica. Agostinho colocou esse título “profetas menores”por causa da pouca extensão de seus escritos.
Oséias é o primeiro profeta menor que aparece na bíblia, mas isso não quer dizer que ele seja o primeiro que apareceu.

2 – História de Oséias:

Ele profetizou durante os reinados dos últimos sete governantes de Israel e dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, de Judá. (Oséias 1:1) Portanto, Oséias profetizou por pelo menos 59 anos. leia 2 Reis 14-17 e 2 Crônicas 26-29.
Em Oséias 1:2 – Deus manda que Oséias se case com uma prostituta. Provavelmente, Gômer era uma prostituta de um templo pagão, quem sabe umas das sacerditizas de Baal ou Aserá.
Oseias se casa com ela e logo ela volta as práticas, agora como adúltera. O que a levou a abandoná-lo e ser escravizada, como conseqüência de rituais idólatras e práticas de prostiuição cultural. Em Os, 3: 1-2 – vemos que Oseias a compra de volta.

Alguns estudiosos bíblicos acham que o casamento de Oséias é visionário, um transe ou um sonho que nunca se realizou. Contudo, o profeta não disse nem indicou que se tratava de uma visão, ou de um sonho. Outros acham que o casamento é uma alegoria ou parábola. Mas Oséias não usou terminologia simbólica ou figurada ao considerá-lo. Encarar isso como relato do casamento real de Oséias com Gômer e da volta literal de Gômer ao profeta, dá força e significado à aplicação histórica e real desses assuntos a Israel. Não distorce o claro relato bíblico e harmoniza-se com o fato de Deus ter escolhido Israel, com o subsequente adultério espiritual da nação, e seu retorno à Deus, quando o povo se arrependeu.

Quem são os samaritanos?


Os samaritanos ocupavam o país que anteriormente pertencia à tribo de Efraim e à meia-tribo de Manassés. A capital do país era Samaria, anteriormente uma cidade grande e esplêndida. Quando as dez tribos foram levadas em cativeiro para a Assíria, o rei de lá enviou pessoas de Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim para habitar Samaria (2 Reis 17:24; Esdras 4:2-11). Esses estrangeiros casaram-se com a população israelita que ainda estava dentro e em torno de Samaria. Estes "samaritanos" de primeira adoravam os ídolos de suas próprias nações, mas por terem tido que lidar com leões, pensaram que era porque não tinham honrado o Deus daquele território. Um sacerdote judeu foi, portanto, enviado de Assíria para instruí-los na religião judaica. Eles foram instruídos com base nos livros de Moisés, mas ainda mantiveram muitos dos seus costumes idólatras. Os samaritanos adotaram uma religião que era uma mistura do Judaísmo e idolatria (2 Reis 17: 26-28). Porque os habitantes israelitas de Samaria casaram-se com estrangeiros e adotaram a sua religião idólatra, os samaritanos eram geralmente considerado "meia-raças" e eram universalmente desprezados pelos judeus.


Motivos adicionais de animosidade entre os israelitas e os samaritanos foram os seguintes:

1. Os judeus, após o seu retorno da Babilônia, começaram a reconstruir o seu templo. Enquanto Neemias estava envolvido na construção dos muros de Jerusalém, os samaritanos vigorosamente tentaram atrapalhar esse empreendimento (Neemias 6: 1-14).

2. Os samaritanos construíram para si mesmo um templo no "monte Garizim," o qual os samaritanos insistiram que foi designado por Moisés como o lugar onde a nação deve adorar. Sambalate, o líder dos samaritanos, estabeleceu seu genro, Manassés, como sumo sacerdote. A religião idólatra dos samaritanos foi assim perpetuada.

3. Samaria tornou-se um lugar de refúgio para todos os foragidos da Judeia (Josué 20: 7; 21:21). Os samaritanos de bom grado receberam criminosos e refugiados judeus. Os infratores das leis judaicas e aqueles que tinham sido excomungados encontraram segurança para si próprios em Samaria, aumentando o ódio que existia entre as duas nações.

4. Os samaritanos aceitavam apenas os cinco livros de Moisés e rejeitaram os escritos dos profetas e todas as tradições judaicas.

Essas causas deram origem a uma diferença irreconciliável entre eles, de modo que os judeus consideravam os samaritanos como os piores da raça humana (João 8:48) e não tinham quaisquer interações com eles (João 4:9). Apesar do ódio entre os judeus e os samaritanos, Jesus quebrou as barreiras entre eles, pregando o evangelho da paz para os samaritanos (João 4: 6-26); os apóstolos mais tarde seguiram o Seu exemplo (Atos 8:25) .

Samaritanos Ainda Existem e Lutam para não Desaparecerem:


No começo do século 20, eles tiveram seu desaparecimento anunciado. Não havia, à época, mais de uma centena de samaritanos no mundo.

Após enganar o monstro da demografia, que os queria devorar, hoje eles são mais de 750, em duas cidadelas.

Mas esses que se dizem os verdadeiros israelitas bíblicos não baixam a guarda - a praga demográfica ainda os persegue, agora com a escassez de mulheres entre eles.

A questão é agravada pela proibição ao casamento com seguidores de outros credos.

Com isso em mente, os anciões da comunidade passaram a permitir que os homens tragam mulheres de fora do povoado e da religião para convertê-las e assim estimular a natalidade.

Eles escolheram, via agências de matrimônio, em geral russas e ucranianas --que já caminham nas ruas levando os filhos pelas mãos, conforme a Folha testemunhou.

Pouco receptivos a estrangeiros, porém, alguns membros das sete famílias que moram em Kiryat Luza, uma das duas vilas samaritanas, dizem à reportagem não estar à vontade com a solução.

"Eu nunca me casaria com uma estrangeira", diz Breeto Cohen, 20. "Quando você faz isso, sai da religião", afirma.

As mulheres procuradas pela reportagem não quiseram ser entrevistadas. Uma delas, que disse se chamar Nataly, mora na casa do alto sacerdote do vilarejo.

"Muitos não gostam [da solução]", diz Abdullah, jovem muçulmano que trabalha como guia no museu de Kiryat Luza, onde moram 350 dos samaritanos. Os demais moram em Holon, perto de Tel Aviv. "Eles preferem as mulheres samaritanas."

O universitário Rida Altif, que reclama da dificuldade de encontrar uma namorada e da competição com os amigos, está aberto à opção. "Somos humanos. Eu me casaria com uma estrangeira."

Mas a alternativa tem uma condição, diz Dan Hakam, 16. "Elas têm de seguir as tradições como a gente."


MONTE SAGRADO


Kiryat Luza ocupa o topo do monte Gerizim, um cume seco despontando entre vilarejos árabes.

A vista é estratégica - embaixo, a cidade palestina de Nablus se esparrama no vale. Táxis fazem o caminho monte acima por R$ 7. Para descer, o preço é R$ 1,50.

Durante o dia, as ruas estão vazias. Um parquinho enferruja, abandonado. Há dois mercadinhos e uma tenda para bebidas alcoólicas --para suportar o vento gelado, dizem.

É para essa montanha que todos os samaritanos rumam em dias festivos. A religião pede que ritos sejam realizados apenas ali.

Gerizim é uma das principais divergências desse grupo em relação aos judeus. Para os samaritanos, foi no monte Gerizim que Abraão se prontificou a sacrificar seu filho Isaac. "Os judeus acreditam em Jerusalém", afirma Hakam. "Mas nós acreditamos nesta montanha."



A separação entre samaritanismo e judaísmo ocorreu no primeiro milênio antes de Cristo, quando judeus foram exilados em massa na Babilônia.

A religião que eles trouxeram de volta, dizem os samaritanos, foi corrompida durante o tempo de cativeiro, e não corresponde às crenças israelitas.

"Eles se referem a si mesmos como o 'verdadeiro Israel'", diz Terry Giles, teólogo da Universidade Gannon, nos EUA, que pesquisa a Bíblia samaritana. "Eles dizem preservar a religião", afirma.

Há afinidades entre as crenças de samaritanos, judeus, cristãos e muçulmanos --são todas religiões ditas "abraâmicas". Mas, isolados entre povos em conflito, os samaritanos tentam se manter distantes dos irmãos de fé.

"Os árabes pensam que somos judeus", afirma Cohen. "Eles nos agridem."

"Eles não são gentis", diz o motorista palestino que leva a reportagem de volta à cidade de Nablus --onde nem todos contam boas histórias sobre a vila samaritana, montanha acima. Mas a rivalidade entre os dois locais ignora as pesquisas genéticas e os estudos genealógicos que apontam que a população palestina de Nablus descende em parte de samaritanos convertidos durante o Império Otomano.





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