terça-feira, 18 de abril de 2017

O Casamento Judaico X A Bodas do Cordeiro

Jesus era judeu, e Ele fazia coisas como um judeu. Se consultarmos as leis e costumes judaicos vamos achar muitos motivos para atitudes tomadas pelo nosso Senhor.

Obviamente os costumes judaicos variavam de nação para nação e de tempos em tempos, assim como no ocidente para nós.

Os judeus têm sua maneira peculiar para o casamento, baseados na velha aliança, e o Senhor, como veremos, seguiu essas tradições e peculiaridades. Principalmente quando falava ao povo, usava a forma mais entendível da época : A PARÁBOLA.

TEXTO: MATEUS, 25: 1 - 13

Na época de Jesus, era muito comum usar histórias da vida cotidiana para trazer um ensinamento, e Jesus diariamente durante o seu ministério, falava com todas as pessoas de forma que elas pudessem compreendê-Lo.
Entre os judeus, não existia  namoro, ou corte, como hoje em dia. Casamento para eles era um compromisso legal, estabelecido por contrato e, levado adiante de forma muito séria.

Quando um jovem judeu nos tempos de Jesus, encontrava a mulher que seu pai dizia que era ideal para sua esposa, ele deveria se aproximar dela com um contrato de matrimônio. Ele deveria ir a casa dela com uma proposta dando os termos pelos quais ele estava propondo o casamento. O mais importante a ser considerado no contrato, era o preço que o noivo estaria disposto a pagar. O DOTE pela noiva. Então o noivo deveria pagar esse valor a fim de demonstrar o quanto aquela noiva era importante para ele. E geralmente era um preço muito alto.

NÓS SOMOS A NOIVA DE CRISTO.
ELE DESCEU DA SUA GLÓRIA A FIM DE NOS CONHECER E AO CHEGAR AQUI, SE APAIXONOU PELA NOIVA E DECIDIU ENTRAR O QUE TINHA DE MAIS VALIOSO EM TROCA DE NOSSAS VIDAS – A SUA VIDA.

Foi assim que Deus mostrou o Seu amor por nós: enviou o seu único Filho ao mundo, para que pudéssemos ter vida por meio Dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho para que por meio Dele, os nossos pecados fossem perdoados. (1 Jo, 4: 9 – 10)

Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí. (Jr, 31:3)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo, 3:16)

Quando o contrato estava assinado, o noivo partia de volta a sua casa e deixava uma promessa à noiva “Eu vou preparar lugar para você”, e ele deveria retornar à casa de seu pai. De volta à casa do pai, ele deveria construir para ela uma câmara de núpcias, uma pequena suíte, na qual eles teriam sua futura lua de mel.

Devemos notar que esse era um empreendimento complexo para o noivo. Ele deveria realmente edificar um aposento separado da casa de seu pai. A suíte nupcial deveria ser linda – ninguém passa a lua de mel em “qualquer lugar”, e ali deveria haver provisões estocadas, pois noiva e noivo deveriam oferecer a todos 7 dias de banquete. Esse projeto de construção tomaria um tempo, e o pai do noivo deveria ser o juiz sobre quando a obra estaria terminada. (Nós podemos ver a lógica nisso – obviamente se fosse atribuído ao noivo, ele faria qualquer coisa e logo iria correndo buscar a garota). Mas o pai do noivo, que já havia passado por isso na vida, e estava menos ansioso, deveria dar a palavra final sobre a obra estar terminada, e liberar o noivo para ir tomar sua noiva para si.

Vou preparar-vos lugar.  E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo, 14:3)

“Quem sabe o dia e a hora?” A verdade é que ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho. Só o Pai. (Mt, 24: 36)

Por sua vez a noiva, estaria obrigada a esperar pacientemente. Ela deveria gastar tempo em preparar seu enxoval, e estar pronta quando o noivo chegasse. A tradição mandava que ela deveria ter consigo uma lâmpada de óleo, em caso do noivo chegar em altas horas da noite escura, pois ela deveria estar pronta para viajar de um momento para outro, assim que solicitada. Durante esse longo período de espera, ela deveria ser conhecida como “consagrada”, “separada” e “comprada por preço”. Ela era verdadeiramente uma “Senhora à espera”, mas não havia dúvida sobre o retorno do noivo. Algumas vezes o jovem poderia se ausentar por período realmente longo, mas obviamente, ele tinha pago um alto preço por sua noiva, e apesar de haverem outras mulheres disponíveis, ele certamente voltaria por sua escolhida, com a qual havia celebrado contrato.

A Noiva, nesse período de espera, deveria usar um véu, sempre que saísse de casa, a fim de que outros jovens soubessem que ela estava comprometida, e assim não se aproximariam dela com outra oferta de casamento. (Hoje a Noiva de Cristo deve se apresentar com um “véu”, “um posicionamento” – aqueles que não compreendem nossa aliança com o Senhor, tentarão nos oferecer outros contratos, que violariam aquele que fizemos com nosso Noivo. Nós devemos resistir aos que oferecem traições e aguardar por aquele que pagou o preço por nós).

“Estou a caminho. Em breve estarei de volta. Apegue-se com firmeza ao que você tem para que ninguém o distraia e roube sua coroa”. (Ap, 3: 11)

Quando o tempo ia passando, a noiva deveria convocar suas irmãs e suas melhores amigas, e todos os demais que deveriam ir com ela para as bodas, quando da chegada do noivo. E todos deveriam ter suas lâmpadas com óleo.

“Saia pelo mundo. Váa toda parte e anuncie a Mensagem com as boas notícias de Deus para todos. Quem crer e for batizado está salvo; quem se recusar a crer está condenado. (Mc, 16: 16)

Finalmente, a câmara nupcial fica pronta, e o noivo deve então convocar seus jovens amigos, para acompanhá-lo na jornada ansiosa em busca da noiva. O grande momento chegou, e o noivo está mais que preparado, disso podemos ter certeza. Ele e seus amigos deveriam entrar pela noite, tentando de tudo para fazer a maior surpresa para a Noiva.

Na casa da Noiva, as coisas deveriam estar prontas. Pra ter certeza, que a noiva teria a maior surpresa, pois o noivo tentaria chegar à meia-noite, enquanto ela dormia. Mas as lâmpadas de óleo deveriam estar prontas, e o véu deveria estar à mão. E enquanto ela dormia vestida de noiva, ela deveria ser surpreendida com a chegada do Noivo, e pronta para seguir com Ele.

“Portanto, meus amigos, isso é o que vocês devem esperar, fazendo o possível para que sejam encontrados vivendo emm pureza e paz. (2 Pe, 3: 14)
Agora, existem regras a serem observadas quanto aos sentimentos de uma mulher. O Noivo não poderia simplesmente arrancá-la de casa dormindo, pois é obvio que ela estaria dormindo com bobs nos cabelos. Na verdade, quando a turma de jovens amigos do Noivo se aproximava da casa dela, eles eram obrigados a dar a ela um sinal. Alguém naquela turma deveria dar um grito!

“Do trono veio um brado, uma ordem: Louvem ao nosso Deus, todos vocês seus servos. Todos que O temem, pequenos e grandes.O casamento do Cordeiro vai acontecer; sua esposa já se aprontou”. (Ap, 19: 5 e 8)

Quando a Noiva ouvisse aquele grito, ela saberia que seu Noivo chegou. Ela não teria tempo para nada e sua lâmpada já devia estar acesa para  sair com ele. Suas irmãs e suas amigas, que quisessem assistir às bodas, também deveriam ter suas lâmpadas prontas.

“Mas cuidem para não serem absorvidos pelas obrigações diárias a ponto de se distrairem e se esquecerem de Deus. Não podemos desperdiçar as preciosas horas do dia em futilidades, preguiça, distração, brigas e disputas. Saiam da cama e vistam-se. Não desperdicem o tempo nem se demorem, esperando até o último minuto. Revista-se de Cristo e estejam preparados! (Rm, 13: 11,13 e 14)

Quando o grupo chegasse à casa do pai do noivo, os noivos deveriam entram na câmara nupcial, e trancar a porta! Ninguém mais poderia entrar.

Mas as celebrações não começavam imediatamente. Primeiro, o matrimônio deveria ser consumado. Os judeus eram um povo sujeito a muitas leis, e a lei declarava que noiva e noivo deveriam se tornar um só, antes do casamento ser reconhecido. Dessa forma – um dos amigos do noivo – que chamaríamos hoje padrinhos, deveria ficar à porta da câmara, aguardando o sinal da voz do noivo. Quando o matrimônio fosse consumado, o noivo deveria anunciar ao padrinho à porta, e este deveria anunciar as boas novas aos convidados. Então as comemorações começavam, e deveria durar toda a semana!

O dia do casamento judaico para os noivos é como um Yom Kipur pessoal (Dia do perdão).

A tradição nos diz que neste dia Deus perdoa completamente ambos pelas transgressões cometidas em suas vidas, para que possam começar suas vidas de casados em um estado totalmente puro.

Então Deus enxugará de nossos olhos toda a lágrima. A morte não existe mais, nem o choro e nem a dor. Aquele que É está entronizado e eis que tudo se fez novo. E Ele dirá: Eu sou o Alfa e o ômega, o princípio e o fim. Aos vencedores, darei tudo isso por herança. Eu serei o Deus deles e eles serão meus filhos para todo sempre. (Ap, 21: 4 – 6)

Então o anjo nos mostrará o Rio da Água da Vida, brilhante como cristal. Ela flui do trono de Deus direto para o meio da rua. A Árvore da Vida está planta em cada um de seus lados e produz doze frutos, um tipo por mês. Suas folhas servem para curar as nações. Nunca mais haverá maldição. O trono de deus está no centro. Nós prestaremos culto a Deus, e quando O adorarmos, Seu reflexo será visto em nosso rosto. Nunca mais haverá noite, e nem será preciso lâmpadas o luz do sol, pois o brilho do Senhor será toda a luz que precisaremos e com Ele governaremos para todo o sempre. (Ap, 22:1 – 5 )

Esta é a cerimônia completa do casamento judaico na época de Cristo, em toda sua glória.



Meire Raposo – 09/04/17


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