segunda-feira, 9 de maio de 2011

..."não vim trazer paz, mas espada." (Mateus, 10:34b)

Hoje em dia, o que mais ouvimos é a respeito daquilo que Deus faz por nós, daquilo que Ele pode nos dar, oferecer e na mudança de vida por Ele proporcionada.
Pregam prosperidade, vitórias sobre vitórias, alegria abundante e grandes milagres.
No entanto, Cristo fez uma declaração muito diferente das que temos ouvido em determinados púlpitos.
A todo instante vemos o Mestre dizendo que: "no mundo teríamos aflições..." (João, 16:33), que "bem-aventurados seriam os que chorassem" ( Mateus, 5:4), que "bem-aventurados seriam aqueles que fossem perseguidos por causa da justiça" (Mateus, 5:10), e assim por diante.
Vemos então que a felicidade oferecida por Jesus não é a garantia de uma vida sem problemas ou de obter todas as respostas desejadas, mas uma vida onde Ele se manifestasse na dor  e nos mostrasse o Seu poder alheio a nossa vontade.
Quando Cristo disse que não foi para trazer paz que Ele veio ao mundo e sim espada, estava nos dizendo que não seríamos livres de nenhum mal daqui da terra, que passaríamos por eles como qualquer outra pessoa, mas que Ele estaria presente e que nos ofereceria armas para lutar e vencer.
A espada é usada como instrumento de defesa e ataque, no entanto, o escudo, que é para nossa proteção, só nos é dado mediante a fé em Cristo empenhada.
Uma espada na mão impõe certa potência, mas em mãos erradas revela prepotência.
Jesus sendo sábio não nos oferece meios de nos sentirmos mais que somos para sairmos lutando a torto e a direita com aquilo que Ele nos deu.
Para isto nos põe a revelia de batalhas, afim de nos revelar que a espada é somente um instrumento dado por Ele, mas que o livramento seria somente através do Seu poder e não das nossas mãos. 

domingo, 8 de maio de 2011

"Eis que foi para a minha PAZ que tive eu grande amargura." (Isaías, 38:17a)

Estranho pensar assim.
Mais estranho ainda é viver na consciência disto.
Tenho aprendido que sentir dor é uma dádiva de Deus.
Imagine se fôssemos indolores...
Aí, um belo dia, mas nem tão belo assim, você repousa seu braço sobre um galho de árvore e de repente a pior cobra que existe com seu veneno mortal, pica-lhe o braço. Como não sente dor, você não percebe a picada e só vai dar conta do acontecido quando seu corpo é tomado por infecção e o óbito é anunciado.
Parece dramático, mas é o que acontece todos os dias conosco sem nos darmos conta do bem enorme que Deus nos faz ao sentirmos dor.
São dores das mais diversas, cada um tem a sua.
Convivo com pessoas das quais sofre grandes dores, inda sim, preferiu suportar até que seu corpo se acostumasse. Se vêem num caminho sem volta, não sabendo como mais deixar de viver aquilo.
Revendo as histórias da bíblia, vemos um personagem que viveu uma dor terrível: a rejeição dos seus irmãos, ocasionando na sua expedição como escravo para o Egito.
José foi vendido por seus irmãos a uma terra longínqua e desconhecida.
Passou por momentos terríveis na prisão e anos longe de seu pai.
Anos depois, ele entende que tudo aquilo serviu para salvar a sua família da fome, e sua linhagem da morte.
Realmente somos incapazes de entender o agir de Deus e questionamos Sua maneira de nos livrar de um mal maior.
Apesar disso, Deus em Sua infinita misericórdia, continua revertendo as dores de nossas vidas, e usando todas as nossas fragilidades a nosso favor, mostrando-nos que somos humanos, limitados e frágeis, enquanto Ele é Poderoso, Soberano e Único Deus.

Experiências Compartilhadas:

"Deus nos auxilia em todas as nossas aflições para podermos ajudar os que têm as mesmas aflições que nós temos. E nós damos aos outros a mesma ajuda que recebemos de Deus." (1 Coríntios, 1:4)

Ontem aconteceu-me algo sobrenatural...
Sabe aqueles dias em que a dor sobrepuja todas as suas forças, suas lágrimas lhe secam os olhos e sua alma se encontra vazia?!
Pois é, ontem foi um dia assim...
A tristeza tomou de assalto a minha mente e rendida prostrei-me ao seu querer.
A confiança em Deus escapou-me entre os dedos, a desesperança tomou conta do meu coração e meu corpo padeceu de dores causadas pela solidão.
Nada mais fazia sentido, a incredulidade roubou-me a razão e sucumbi ao medo do fracasso.
Não haviam palavras capazes de me levantar, nem lembranças que me fizessem acalmar... tudo perdera o sentido de ser, e nada mais aquecia-me da frieza de espírito...
Foi quando o telefone tocou.
Do outro lado uma voz desesperada pedindo oração.
Engoli seco.
Sentindo despreparada e incapaz de ajudar, pensei que aquela poderia ser a oportunidade de expressar também a Deus como eu estava me sentindo.
Segurei-me firme para não esmolecer, puxei todo fôlego que encontrei e orei...
Se ajudei eu não sei (mas a pessoa veio me agradecer a noite), se mudou alguma coisa em mim?
A noite enxerguei uma pequena luz se acendendo no fim do túnel...
Através dela, consegui enxergar a esperança me acenando e o cuidado de Deus vindo em minha direção.
Aos poucos, senti alguém me levantar.
Estou apoiada em Deus, mas creio que daqui a alguns dias poderei dar os primeiros passos.
Surpreendentemente, entendi que Deus está me preparando para compartilhar o que tenho vivido e experimentado de Dele com os outros, e isso me trouxe de volta a perseverança.
Ainda tenho um longo caminho a percorrer  e muitos obstáculos interiores a vencer, mas tenho certeza de uma coisa: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus."
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